Emergência Hipertensiva: Diagnóstico e Manejo da Crise

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2016

Enunciado

Paciente de 39 anos de idade, afrodescendente, sexo masculino, com diagnóstico de hipertensão arterial de difícil controle há 4 anos, cujo tratamento é realizado de forma irregular. Alega dificuldade para realizar tratamento devido ao seu trabalho como motorista de ônibus. Há um dia apresenta quadro de cefaleia holocraniana intensa, associada a escotomas e embaçamento visual bilateral; urina espumosa; astenia. Após ter feito uso de vários analgésicos sem nenhuma melhora, procura pronto atendimento, encontrando-se hipocorado (+/++++), com dispneia (frequência respiratória de 30 ipm), pulmões limpos, pressão arterial de 250 x 140 mmHg, frequência cardíaca de 100 bpm, abdome doloroso à palpação em região epigástrica, sem visceromegalias, com pulsos simétricos e sem edemas. Ao exame de fundo de olho, verifica-se a presença de hemorragias recentes, exsudatos algodonosos e edema papilar. Seus exames laboratoriais têm os seguintes resultados: creatinina 3,5 mg/dL (VR 0,5 a 1,1) , ureia 105 mg/dL (VR 10 a 40), hemoglobina 9,8 mg/dL (VR 13 a 17), sódio 141mEq/L (VR 135 a 145), potássio 4,1 mEq/L (VR 3,5 a 5,0) e proteinúria ++/+4. Diante desse quadro, o diagnóstico correto e as condutas imediata e tardia adequadas são,respectivamente:

Alternativas

  1. A) Feocromocitoma; internação, administração de beta-bloqueadores, cirurgia; após alta, acompanhamento ambulatorial e integração em grupos de hipertensos.
  2. B) Crise hipertensiva renovascular; administração de inibidores da ECA sublingual e observação/monitorização; acompanhamento ambulatorial e em grupos de apoio.
  3. C) Hiperaldosteronismo primário; internação, administração de hidroclorotiazida, cirurgia; após alta, acompanhamento ambulatorial e integração no Programa Saúde da Família.
  4. D) Glomerulonefrite membranoproliferativa; internação, realização de biópsia renal e corticoterapia; após alta, acompanhamento ambulatorial e integração no Programa Saúde da Família.
  5. E) Hipertensão arterial maligna; internação, e administração de nitroprussiato de sódio endovenoso; após alta, acompanhamento ambulatorial e integração no Programa Saúde da Família

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