Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2022
Sabemos que a emergência hipertensiva caracteriza-se por descompensação rápida de funções vitais causada por grande elevação da PA em presença de lesão evidente e recente de órgão-alvo. Assinale a alternativa que apresenta a droga de escolha nessa situação.
Emergência hipertensiva com lesão de órgão-alvo → Nitroprussiato de sódio é droga de escolha para redução rápida e controlada da PA.
O nitroprussiato de sódio é frequentemente a droga de escolha em emergências hipertensivas devido ao seu rápido início de ação, curta meia-vida e capacidade de ser titulado precisamente para reduzir a pressão arterial de forma controlada, minimizando o risco de hipoperfusão de órgãos.
A emergência hipertensiva é uma condição clínica grave definida por uma elevação acentuada da pressão arterial (geralmente PA sistólica > 180 mmHg ou PA diastólica > 120 mmHg) associada a evidências de lesão aguda e progressiva de órgãos-alvo. Essa situação exige uma redução imediata e controlada da pressão arterial, geralmente em ambiente de terapia intensiva, para prevenir ou limitar o dano orgânico. A prevalência é significativa, e o reconhecimento precoce é crucial para evitar desfechos catastróficos. A fisiopatologia envolve uma falha na autorregulação vascular, levando a um aumento da resistência vascular sistêmica e disfunção endotelial. A lesão de órgãos-alvo pode manifestar-se como encefalopatia hipertensiva, acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio, edema agudo de pulmão, dissecção aguda de aorta ou insuficiência renal aguda. O diagnóstico é clínico, baseado na medida da PA e na identificação da lesão de órgão-alvo através de exames complementares como ECG, troponinas, creatinina, exame de urina e neuroimagem. O tratamento da emergência hipertensiva é feito com agentes anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida e curta duração, que permitem uma titulação precisa. O nitroprussiato de sódio é frequentemente a droga de escolha devido à sua potência e controle, mas outras opções incluem labetalol, nicardipino, esmolol e hidralazina, dependendo da condição clínica específica e do órgão-alvo acometido. É fundamental evitar quedas bruscas e excessivas da PA para não comprometer a perfusão de órgãos vitais.
A emergência hipertensiva é caracterizada por elevação grave da PA associada a lesão aguda de órgão-alvo, exigindo redução imediata da PA. A urgência hipertensiva não apresenta lesão de órgão-alvo e permite redução mais gradual da PA.
É preferido por seu início de ação muito rápido (segundos), curta duração (minutos) e potente efeito vasodilatador arterial e venoso, permitindo titulação precisa e controle rigoroso da PA.
Os principais órgãos-alvo incluem cérebro (encefalopatia, AVC), coração (infarto, edema agudo de pulmão), rins (insuficiência renal aguda) e retina (retinopatia hipertensiva).
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