SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma paciente de 50 anos de idade, com histórico de hipertensão arterial e obesidade, deu entrada no pronto-socorro queixando-se de cefaleia severa, náuseas e vômitos há 24 horas. Ao exame físico, apresentou PA = 200 mmHg X 120 mmHg, FC = 92 bpm, FR = 18 irpm e SatO2 = 97%. O fundo de olho revelou hemorragias em chama de vela e edema de papila. O resultado do exame laboratorial mostrou creatinina = 2,8 mg/dL. Quanto a esse caso clínico, é correto afirmar que a hipótese diagnóstica mais provável e o tratamento de escolha são, respectivamente,
PA muito elevada + lesão de órgão-alvo (edema papila, creatinina ↑) = Emergência Hipertensiva → Redução imediata com IV.
A presença de pressão arterial muito elevada (PA > 180/120 mmHg) associada a sinais de lesão aguda de órgão-alvo (como edema de papila, hemorragias retinianas e disfunção renal aguda) caracteriza uma emergência hipertensiva. Nesses casos, a redução da PA deve ser feita de forma controlada e imediata, utilizando anti-hipertensivos intravenosos.
Emergências hipertensivas representam um espectro de condições clínicas graves caracterizadas por elevações acentuadas da pressão arterial (geralmente PAS > 180 mmHg ou PAD > 120 mmHg) associadas a evidências de lesão aguda e progressiva de órgãos-alvo. Essas lesões podem afetar o cérebro (encefalopatia hipertensiva, AVC), coração (IAM, edema agudo de pulmão), rins (insuficiência renal aguda) ou grandes vasos (dissecção aórtica). A rápida identificação e manejo são cruciais para prevenir morbidade e mortalidade significativas. O caso clínico apresentado, com cefaleia severa, náuseas, vômitos, PA de 200x120 mmHg, hemorragias em chama de vela e edema de papila (sinais de encefalopatia hipertensiva e retinopatia grave) e creatinina elevada (indicando disfunção renal aguda), configura claramente uma emergência hipertensiva. O edema de papila, em particular, é um sinal de hipertensão intracraniana e lesão de órgão-alvo grave. O tratamento de escolha para emergências hipertensivas é a administração de anti-hipertensivos por via intravenosa, com o objetivo de reduzir a pressão arterial de forma controlada. A meta é uma redução de aproximadamente 25% da PA média nas primeiras horas, evitando quedas bruscas que possam comprometer a perfusão de órgãos vitais. Medicamentos como nitroprussiato de sódio, labetalol, nicardipino ou esmolol são comumente utilizados, dependendo do órgão-alvo acometido e das comorbidades do paciente.
Uma emergência hipertensiva é diagnosticada pela presença de pressão arterial sistólica > 180 mmHg ou diastólica > 120 mmHg, acompanhada de evidências de lesão aguda e progressiva de órgão-alvo, como encefalopatia, AVC, IAM, edema agudo de pulmão, dissecção aórtica ou insuficiência renal aguda.
A conduta inicial é a internação em unidade de terapia intensiva e a administração imediata de anti-hipertensivos por via intravenosa, com o objetivo de reduzir a pressão arterial de forma controlada e gradual, geralmente em 25% nas primeiras horas, para evitar hipoperfusão.
A principal diferença é a presença de lesão aguda de órgão-alvo na emergência hipertensiva, que exige redução imediata da PA com medicação IV. Na urgência hipertensiva, a PA está elevada, mas sem lesão de órgão-alvo, permitindo redução gradual com medicação oral em 24-48 horas.
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