SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Em relação às emergências hipertensivas e condutas a serem adotadas é CORRETO afirmar:
Emergência hipertensiva = lesão aguda de órgão alvo + tratamento parenteral imediato.
A distinção entre emergência e urgência hipertensiva é crucial para o manejo. A emergência hipertensiva exige redução rápida da pressão arterial com medicações parenterais devido à lesão aguda de órgão-alvo, enquanto a urgência permite redução mais gradual com medicações orais.
As crises hipertensivas representam um desafio clínico comum e são classificadas em urgências e emergências hipertensivas. A distinção entre elas é fundamental para o manejo adequado e para evitar morbimortalidade. As emergências hipertensivas são definidas pela elevação grave da pressão arterial (geralmente PAS > 180 mmHg e/ou PAD > 120 mmHg) associada a evidências de lesão aguda e progressiva de órgãos-alvo, como cérebro, coração, rins ou grandes vasos. A fisiopatologia envolve um aumento súbito da resistência vascular sistêmica e disfunção endotelial, levando à isquemia e dano tecidual. O diagnóstico é clínico, baseado na medida da pressão arterial e na identificação de sinais e sintomas de lesão de órgão-alvo. Exemplos incluem encefalopatia hipertensiva, acidente vascular cerebral, edema agudo de pulmão, infarto agudo do miocárdio, dissecção aguda da aorta e eclâmpsia. A suspeita deve ser alta em pacientes com hipertensão conhecida ou não, que apresentem sintomas neurológicos, cardíacos ou renais agudos. O tratamento das emergências hipertensivas exige internação hospitalar, preferencialmente em UTI, e o uso de anti-hipertensivos por via parenteral, com o objetivo de reduzir a pressão arterial de forma controlada em um curto período (minutos a horas), evitando hipotensão excessiva. A escolha da medicação e a meta de pressão arterial dependem do órgão-alvo acometido. Medicações sublinguais são contraindicadas devido ao risco de hipotensão súbita e imprevisível, que pode agravar a isquemia de órgãos.
Uma emergência hipertensiva é caracterizada por elevação grave da pressão arterial associada a sinais de lesão aguda de órgão-alvo, como encefalopatia, AVC, infarto agudo do miocárdio, edema agudo de pulmão ou dissecção aórtica.
A conduta inicial para uma emergência hipertensiva envolve a internação em unidade de terapia intensiva e o uso de medicações anti-hipertensivas por via parenteral para uma redução controlada e rápida da pressão arterial.
Medicações sublinguais são contraindicadas em emergências hipertensivas devido à sua absorção imprevisível e ao risco de uma queda abrupta e descontrolada da pressão arterial, o que pode comprometer a perfusão de órgãos vitais.
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