Emergência Hipertensiva: Definição e Manejo Correto

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021

Enunciado

Em relação às emergências hipertensivas e condutas a serem adotadas é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Emergências hipertensivas ou urgências hipertensivas têm-se lesões agudizadas de órgãos alvos e devem ser usadas preferencialmente medicações sublinguais.
  2. B) Emergências hipertensivas não têm lesão de órgão alvo, e na urgência hipertensiva tem-se lesões de órgãos alvos, mas em ambas situações devem ser usadas medicações parenterais.
  3. C) Emergências hipertensivas têm lesão de órgão alvo apenas em pacientes que já tem lesões crônicas em decorrências de uma hipertensão arterial de longa data e devem ser usadas medicações sublinguais.
  4. D) Na urgência hipertensiva têm-se lesões agudas de órgãos alvos e devem ser usadas medicações sublinguais ou parenterais.
  5. E) Emergência hipertensiva é quando há lesão aguda de órgão alvo e deve se usar preferencialmente medicações parenterais.

Pérola Clínica

Emergência hipertensiva = lesão aguda de órgão alvo + tratamento parenteral imediato.

Resumo-Chave

A distinção entre emergência e urgência hipertensiva é crucial para o manejo. A emergência hipertensiva exige redução rápida da pressão arterial com medicações parenterais devido à lesão aguda de órgão-alvo, enquanto a urgência permite redução mais gradual com medicações orais.

Contexto Educacional

As crises hipertensivas representam um desafio clínico comum e são classificadas em urgências e emergências hipertensivas. A distinção entre elas é fundamental para o manejo adequado e para evitar morbimortalidade. As emergências hipertensivas são definidas pela elevação grave da pressão arterial (geralmente PAS > 180 mmHg e/ou PAD > 120 mmHg) associada a evidências de lesão aguda e progressiva de órgãos-alvo, como cérebro, coração, rins ou grandes vasos. A fisiopatologia envolve um aumento súbito da resistência vascular sistêmica e disfunção endotelial, levando à isquemia e dano tecidual. O diagnóstico é clínico, baseado na medida da pressão arterial e na identificação de sinais e sintomas de lesão de órgão-alvo. Exemplos incluem encefalopatia hipertensiva, acidente vascular cerebral, edema agudo de pulmão, infarto agudo do miocárdio, dissecção aguda da aorta e eclâmpsia. A suspeita deve ser alta em pacientes com hipertensão conhecida ou não, que apresentem sintomas neurológicos, cardíacos ou renais agudos. O tratamento das emergências hipertensivas exige internação hospitalar, preferencialmente em UTI, e o uso de anti-hipertensivos por via parenteral, com o objetivo de reduzir a pressão arterial de forma controlada em um curto período (minutos a horas), evitando hipotensão excessiva. A escolha da medicação e a meta de pressão arterial dependem do órgão-alvo acometido. Medicações sublinguais são contraindicadas devido ao risco de hipotensão súbita e imprevisível, que pode agravar a isquemia de órgãos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma emergência hipertensiva?

Uma emergência hipertensiva é caracterizada por elevação grave da pressão arterial associada a sinais de lesão aguda de órgão-alvo, como encefalopatia, AVC, infarto agudo do miocárdio, edema agudo de pulmão ou dissecção aórtica.

Qual a conduta inicial para uma emergência hipertensiva?

A conduta inicial para uma emergência hipertensiva envolve a internação em unidade de terapia intensiva e o uso de medicações anti-hipertensivas por via parenteral para uma redução controlada e rápida da pressão arterial.

Por que medicações sublinguais são contraindicadas em emergências hipertensivas?

Medicações sublinguais são contraindicadas em emergências hipertensivas devido à sua absorção imprevisível e ao risco de uma queda abrupta e descontrolada da pressão arterial, o que pode comprometer a perfusão de órgãos vitais.

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