CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Qual é o principal fator que define uma Emergência Hipertensiva de acordo com as diretrizes brasileiras que deve estar associado a definição arbitrária da PAS >= 180 mmHg e/ou PAD >=110 mmHg ou até mesmo com valores menores?
Emergência Hipertensiva = PA ↑↑ + Lesão de Órgão Alvo (LOA) aguda/progressiva → Risco iminente de morte.
A definição de emergência hipertensiva depende obrigatoriamente da presença de lesão aguda em órgãos-alvo, exigindo redução imediata da PA com medicação parenteral em ambiente de UTI.
A crise hipertensiva é uma situação clínica frequente em prontos-socorros, representando um desafio diagnóstico para o residente. A correta diferenciação entre urgência e emergência é vital, pois o tratamento excessivamente agressivo em uma urgência (redução rápida da PA) pode causar hipoperfusão cerebral ou coronariana. Na emergência hipertensiva, a fisiopatologia envolve a falha na autorregulação do fluxo sanguíneo e estresse oxidativo endotelial, levando à inflamação e necrose fibrinoide arteriolar. O manejo deve ser feito em ambiente monitorizado, utilizando fármacos como nitroprussiato de sódio ou nitroglicerina, com metas de redução pressórica específicas para cada cenário clínico (ex: dissecção de aorta exige redução imediata e agressiva, enquanto no AVC isquêmico a conduta é mais conservadora).
A urgência hipertensiva caracteriza-se por níveis de PA elevados (geralmente ≥ 180/120 mmHg) sem lesão de órgão alvo aguda, permitindo redução gradual em 24-48h com medicação oral. Já a emergência hipertensiva apresenta lesão de órgão alvo aguda e progressiva (ex: infarto, AVC, edema pulmonar), exigindo redução imediata com drogas venosas.
Os principais órgãos-alvo incluem o sistema nervoso central (encefalopatia, AVC), o sistema cardiovascular (infarto agudo do miocárdio, dissecção de aorta, edema agudo de pulmão), os rins (insuficiência renal aguda) e a retina (papiledema).
Sim. Embora a definição arbitrária utilize frequentemente valores ≥ 180/110 mmHg, o fator determinante é a velocidade de subida da PA e a presença de lesão de órgão alvo. Pacientes previamente normotensos (ex: eclâmpsia ou glomerulonefrite aguda) podem desenvolver emergências com níveis pressóricos menores.
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