UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Com relação às urgências e emergências hipertensivas de acordo com as diretrizes brasileiras de hipertensão, assinale a correta.
Emergência hipertensiva = PA elevada + lesão de órgão-alvo aguda → reduzir PA em minutos/horas.
A distinção entre urgência e emergência hipertensiva é crucial para o manejo. Emergências envolvem lesão aguda de órgão-alvo e exigem redução imediata da PA (minutos a poucas horas), geralmente com medicação intravenosa. Urgências permitem redução mais gradual (24-48h) com medicação oral.
As crises hipertensivas representam um espectro de condições caracterizadas por elevações graves da pressão arterial (PA), que podem ser classificadas como urgências ou emergências hipertensivas. Essa distinção é fundamental para o manejo adequado e para evitar morbimortalidade significativa. A prevalência de hipertensão arterial na população brasileira é alta, tornando o conhecimento sobre crises hipertensivas essencial para todos os profissionais de saúde. As urgências hipertensivas são elevações graves da PA (geralmente PA diastólica > 120 mmHg) sem evidência de lesão aguda de órgão-alvo. Nesses casos, a redução da PA pode ser feita de forma mais gradual, em 24 a 48 horas, utilizando medicamentos orais. Já as emergências hipertensivas são elevações graves da PA associadas a lesão aguda e progressiva de órgãos-alvo (cérebro, coração, rins, retina), exigindo redução imediata da PA (em minutos a poucas horas) com agentes intravenosos em ambiente de terapia intensiva. É crucial que residentes saibam identificar rapidamente as emergências hipertensivas, como falência ventricular esquerda aguda, hemorragia intracerebral, dissecção aguda de aorta, eclampsia, crise de feocromocitoma e encefalopatia hipertensiva. O tratamento visa proteger os órgãos-alvo, mas a velocidade e o grau de redução da PA variam conforme a condição clínica específica, para evitar hipoperfusão.
A principal diferença é a presença de lesão aguda de órgão-alvo na emergência hipertensiva, que exige redução imediata da PA, enquanto na urgência não há lesão aguda e a redução pode ser mais gradual.
Exemplos incluem falência ventricular esquerda aguda, hemorragia intracerebral, crise de feocromocitoma, eclampsia, dissecção aguda de aorta e encefalopatia hipertensiva.
A hipertensão acelerada, definida por hipertensão grave com retinopatia hipertensiva grau III ou IV, é considerada uma emergência hipertensiva devido ao risco iminente de lesão de órgão-alvo.
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