HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Diante de um paciente que se apresenta na emergência do Pronto Socorro com quadro de elevação acentuada da pressão arterial, são achados clínicos que caracterizam uma emergência hipertensiva:
Emergência Hipertensiva = PA ↑↑ + Lesão AGUDA de órgão-alvo (ex: confusão mental, edema pulmonar, dor torácica, déficit neurológico).
Emergências hipertensivas são caracterizadas por elevações graves da pressão arterial (geralmente PA sistólica > 180 mmHg ou diastólica > 120 mmHg) associadas a lesão aguda e progressiva de órgãos-alvo. A confusão mental e o discurso desorganizado de início abrupto são sinais de encefalopatia hipertensiva, uma manifestação de lesão cerebral aguda.
Crises hipertensivas são condições comuns na emergência e exigem uma avaliação rápida e precisa para diferenciar entre urgências e emergências hipertensivas. Essa distinção é fundamental, pois a conduta terapêutica e o prognóstico são drasticamente diferentes. A elevação acentuada da pressão arterial, por si só, não define uma emergência. Uma emergência hipertensiva é definida pela elevação grave da pressão arterial (geralmente PA sistólica > 180 mmHg e/ou diastólica > 120 mmHg) acompanhada de lesão aguda e progressiva de órgãos-alvo. Essa lesão pode afetar o sistema nervoso central (encefalopatia hipertensiva, AVC isquêmico ou hemorrágico), o sistema cardiovascular (síndrome coronariana aguda, edema agudo de pulmão, dissecção aguda da aorta), os rins (insuficiência renal aguda) ou os olhos (retinopatia hipertensiva grave com papiledema). A confusão mental e o discurso desorganizado de início abrupto são achados clássicos de encefalopatia hipertensiva, indicando disfunção cerebral aguda. O tratamento de uma emergência hipertensiva requer a redução imediata da pressão arterial, geralmente com medicamentos intravenosos, em uma unidade de terapia intensiva. O objetivo é reduzir a pressão arterial média em aproximadamente 25% na primeira hora, evitando quedas bruscas que podem comprometer a perfusão cerebral, coronariana ou renal. Em contraste, na urgência hipertensiva, onde não há lesão aguda de órgão-alvo, a redução da PA pode ser mais gradual, utilizando medicamentos orais ao longo de 24-48 horas.
Os principais órgãos-alvo são cérebro (encefalopatia, AVC, hemorragia), coração (síndrome coronariana aguda, edema agudo de pulmão, dissecção aórtica), rins (insuficiência renal aguda), e olhos (retinopatia hipertensiva grave com papiledema).
A urgência hipertensiva é uma elevação grave da PA sem lesão aguda de órgão-alvo, permitindo redução gradual da PA em 24-48 horas. A emergência hipertensiva é uma elevação grave da PA com lesão aguda e progressiva de órgão-alvo, exigindo redução imediata da PA em minutos a poucas horas, geralmente com medicação intravenosa.
A meta inicial é reduzir a PA média em não mais que 25% na primeira hora, e então para 160/100 mmHg nas próximas 2-6 horas. Reduções muito rápidas podem causar hipoperfusão e isquemia, exceto em condições específicas como dissecção aórtica ou AVC isquêmico com terapia trombolítica.
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