ENARE/ENAMED — Prova 2021
Paciente, 65 anos, masculino, previamente hipertenso, em uso regular da medicação, é admitido no setor de urgência com quadro de aumento pressórico de forma rápida, associado à cefaleia holocraniana, vômitos e confusão mental. Nega demais sintomas associados, como febre. Na admissão, está com PA: 210/130mmHg, FC:60bpm, FR:14ipm, SO2:96% em ar ambiente. A respeito desse o quadro, é correto afirmar que
Encefalopatia hipertensiva → emergência hipertensiva, reduzir PAM 10-15% na 1ª hora, até 25% no 1º dia.
A encefalopatia hipertensiva é uma emergência hipertensiva caracterizada por disfunção neurológica aguda devido à falha da autorregulação cerebral. A redução gradual da pressão arterial é crucial para evitar hipoperfusão cerebral, com metas específicas para a primeira hora e o primeiro dia de tratamento.
A crise hipertensiva é uma condição clínica caracterizada por uma elevação aguda e grave da pressão arterial (PA), que pode ser classificada como urgência ou emergência hipertensiva. A emergência hipertensiva, como a encefalopatia hipertensiva, é definida pela presença de lesão aguda de órgão-alvo (neste caso, o cérebro) e requer intervenção imediata para reduzir a PA. A encefalopatia hipertensiva ocorre quando a autorregulação do fluxo sanguíneo cerebral é superada pela pressão arterial elevada, resultando em hiperperfusão, disfunção endotelial e edema cerebral. O diagnóstico da encefalopatia hipertensiva é clínico, baseado na presença de elevação grave da PA associada a sintomas neurológicos agudos como cefaleia, vômitos, confusão mental e alterações visuais, na ausência de outras causas neurológicas. É crucial diferenciar de outras condições como AVC isquêmico ou hemorrágico, embora a encefalopatia possa coexistir ou mimetizar essas condições. A meta terapêutica é reduzir a pressão arterial média (PAM) em 10 a 15% na primeira hora e até 25% nas primeiras 24 horas, para evitar tanto a hipoperfusão cerebral quanto o agravamento do edema. O tratamento da encefalopatia hipertensiva deve ser realizado em ambiente de terapia intensiva, com monitorização contínua da PA e uso de agentes anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida e tituláveis, como labetalol, nicardipino ou nitroprussiato de sódio. A redução gradual da PA é fundamental para prevenir a isquemia cerebral. A hipertensão maligna é um tipo de emergência hipertensiva que pode cursar com encefalopatia, mas o termo se refere mais a lesão renal e retiniana grave, e o diagnóstico de encefalopatia é clínico, não dependendo de ressonância para sua caracterização inicial.
As manifestações incluem cefaleia intensa, náuseas, vômitos, alterações visuais, confusão mental, convulsões e, em casos graves, coma. Esses sintomas são decorrentes do edema cerebral causado pela falha da autorregulação vascular cerebral.
A urgência hipertensiva é uma elevação grave da PA sem lesão aguda de órgão-alvo, permitindo redução gradual em horas a dias com medicação oral. A emergência hipertensiva é uma elevação grave da PA com lesão aguda de órgão-alvo, exigindo redução imediata com medicação intravenosa.
Medicamentos intravenosos de ação rápida e controlável são preferidos, como nitroprussiato de sódio, labetalol, nicardipino ou clevidipino. A escolha depende da disponibilidade e das características clínicas do paciente.
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