HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2020
Homem de 35 anos admitido para tratamento cirúrgico de aneurisma de aorta abdominal. Desconhece antecedentes mórbidos. Relata último atendimento médico no pronto socorro há 1 ano por abuso de cocaína, porém relata ter parado o uso. No momento chama a atenção PA de 240 x 120 mmHg com FC 70 ppm. Está acordado, calmo, sem queixa de dor. Qual a medicação de escolha para o tratamento da PA?
Emergência hipertensiva com aneurisma → Redução rápida e controlada da PA com Nitroprussiato de sódio EV.
A presença de PA muito elevada (240x120 mmHg) em um paciente com aneurisma de aorta abdominal configura uma emergência hipertensiva, exigindo redução imediata e controlada da pressão arterial para evitar ruptura. O nitroprussiato de sódio EV é uma excelente opção devido ao seu rápido início e curta duração de ação, permitindo titulação precisa.
A crise hipertensiva é uma condição médica grave caracterizada por elevações acentuadas da pressão arterial, que pode se manifestar como urgência ou emergência hipertensiva. A distinção é crucial para o manejo: a emergência hipertensiva envolve lesão aguda de órgão-alvo (como cérebro, coração, rins ou grandes vasos), exigindo redução imediata e controlada da pressão arterial para prevenir danos irreversíveis ou fatais. Para residentes, identificar e tratar corretamente essas situações é de suma importância. No caso apresentado, a pressão arterial de 240x120 mmHg em um paciente com aneurisma de aorta abdominal configura uma emergência hipertensiva. O risco iminente de ruptura do aneurisma torna a redução rápida e segura da PA uma prioridade. O nitroprussiato de sódio intravenoso é a medicação de escolha devido ao seu rápido início de ação, potente efeito vasodilatador (arterial e venoso) e curta meia-vida, permitindo uma titulação precisa e um controle fino da pressão arterial. Outras opções para emergências hipertensivas incluem labetalol, nicardipino e esmolol, dependendo da condição clínica específica. É fundamental monitorar a PA continuamente e ajustar a dose do medicamento para atingir os alvos pressóricos de forma segura, evitando quedas bruscas que possam comprometer a perfusão de órgãos vitais. O histórico de uso de cocaína também é relevante, pois pode exacerbar a hipertensão e exigir atenção especial ao manejo.
Urgência hipertensiva é PA elevada sem lesão de órgão-alvo aguda, permitindo redução gradual. Emergência hipertensiva é PA elevada com lesão de órgão-alvo aguda, exigindo redução imediata e controlada da PA.
O nitroprussiato de sódio é um potente vasodilatador arterial e venoso de ação ultrarrápida e curta duração, ideal para titulação precisa em emergências hipertensivas, especialmente naquelas com risco de ruptura de aneurisma.
O objetivo é reduzir a PA média em não mais que 25% na primeira hora, e então para 160/100 mmHg nas próximas 2-6 horas, para evitar hipoperfusão de órgãos. Em casos de aneurisma, a redução pode ser mais agressiva inicialmente.
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