Delirium em Idosos: Diagnóstico e Fatores Precipitantes

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 83 anos, sexo masculino, é levado à Emergência com quadro de agressividade, agitação psicomotora, delírio persecutório, desorientação espacial e hiper reativo ao ambiente. Familiar relata início do quadro há 48 horas, com oscilações da agitação e mudanç de personalidade. Paciente é hipertenso, diabético e ex-tabagista, em tratamento regular. Vive com uma filha e é independente no seu dia a dia. Na revisão de sistemas é observado tosse produtiva há 1 semana, nega febre. Sinais vitais: PA 100x80 mmHg FR 17irpm FC 98bpm. Qual o diagnóstico da condição neuropsiquiátrica mais provável?

Alternativas

  1. A) Demência Fronto-temporal
  2. B) Depressão psicótica
  3. C) Distúrbio bipolar em fase de mania
  4. D) Esquizofrenia em surto psicótico
  5. E) Delirium

Pérola Clínica

Idoso com alteração aguda e flutuante do nível de consciência, agitação e delírios, com fator precipitante (tosse produtiva) → Delirium.

Resumo-Chave

O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, comum em idosos, caracterizada por alteração da atenção e cognição, frequentemente precipitada por condições médicas agudas, como infecções (tosse produtiva sugere infecção pulmonar).

Contexto Educacional

O delirium é uma emergência médica comum em idosos, caracterizada por uma alteração aguda e flutuante do estado mental, que afeta a atenção, a consciência e a cognição. É crucial reconhecê-lo prontamente, pois está associado a piores desfechos, incluindo aumento da mortalidade e institucionalização. A apresentação clínica do delirium é heterogênea, podendo variar de um estado hipoativo (letargia, sonolência) a um estado hiperativo (agitação psicomotora, delírios, alucinações), como no caso descrito. A flutuação dos sintomas ao longo do dia é uma característica distintiva. Fatores precipitantes, como infecções (a tosse produtiva sugere uma infecção pulmonar), são frequentemente identificados. O diagnóstico diferencial inclui demência, depressão e outras psicoses. No entanto, o início agudo, o curso flutuante e a presença de um fator precipitante claro são marcadores do delirium. O manejo envolve a identificação e tratamento da causa subjacente, além de medidas de suporte e controle dos sintomas comportamentais.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas que sugerem o diagnóstico de delirium em idosos?

O delirium é caracterizado por início agudo, curso flutuante, alteração da atenção e do nível de consciência, desorganização do pensamento e, frequentemente, distúrbios psicomotores (agitação ou hipoatividade) e delírios. A flutuação dos sintomas é um ponto chave.

Quais são as causas mais comuns de delirium em pacientes idosos?

As causas mais comuns incluem infecções (urinárias, pulmonares, cutâneas), distúrbios metabólicos (desidratação, desequilíbrios eletrolíticos), efeitos adversos de medicamentos, dor, privação de sono, abstinência de substâncias e condições cardiovasculares.

Como diferenciar delirium de demência em um paciente idoso?

O delirium tem início agudo e curso flutuante, com alteração proeminente da atenção. A demência tem início insidioso e curso progressivo, com déficits de memória e outras funções cognitivas, mas a atenção geralmente é preservada nas fases iniciais. O delirium é reversível, a demência não.

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