UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2021
Em fevereiro de 2020 o Conselho Nacional de Saúde publicou em sua página a seguinte informação: “Saúde perdeu R$ 20 bilhões em 2019”. Em relação às perdas mencionadas no orçamento anual do SUS,ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:
EC 95 (teto de gastos) → principal causa de perdas orçamentárias do SUS.
A Emenda Constitucional 95, que instituiu o teto de gastos, congelou os investimentos públicos por 20 anos, impactando diretamente o financiamento do SUS ao limitar o crescimento das despesas com saúde à inflação, resultando em perdas reais de recursos.
O financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) é um tema crítico no Brasil, e as perdas orçamentárias têm sido uma preocupação constante. A Emenda Constitucional 95 (EC 95), promulgada em 2016, estabeleceu um teto de gastos para as despesas primárias da União por 20 anos, corrigindo-as apenas pela inflação. Essa medida teve um impacto profundo e negativo sobre o orçamento da saúde. A EC 95, ao congelar o crescimento real dos gastos públicos, desvinculou o financiamento da saúde da receita corrente líquida e do crescimento do PIB, limitando-o à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Isso significa que, mesmo com o aumento das demandas por serviços de saúde devido ao envelhecimento populacional, novas tecnologias e expansão do acesso, o orçamento do SUS não pode crescer acima da inflação, resultando em perdas reais de recursos e subfinanciamento crônico. As consequências do teto de gastos para o SUS são graves, levando à precarização dos serviços, redução da capacidade de investimento, comprometimento da qualidade do atendimento e dificuldade em garantir a universalidade e integralidade da saúde. A compreensão desse contexto é fundamental para profissionais de saúde e gestores que atuam na defesa e fortalecimento do sistema público de saúde.
A EC 95, conhecida como 'teto de gastos', foi promulgada em 2016 e estabeleceu um limite para o crescimento das despesas primárias da União por 20 anos, corrigindo-as apenas pela inflação do ano anterior. Seu objetivo declarado era o controle fiscal e a redução da dívida pública.
Ao limitar o crescimento das despesas à inflação, a EC 95 impede que o orçamento da saúde acompanhe o aumento das demandas por serviços, o envelhecimento populacional e a incorporação de novas tecnologias, resultando em subfinanciamento e perdas reais de recursos para o SUS.
O subfinanciamento leva à precarização dos serviços, falta de leitos, equipamentos e profissionais, filas de espera, dificuldade de acesso a medicamentos e procedimentos, comprometendo a qualidade e a universalidade do atendimento à saúde no Brasil.
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