MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Durante uma tireoidectomia total em um paciente de 45 anos com bócio multinodular, o cirurgião identifica uma extensão delgada de tecido glandular que se projeta superiormente a partir do istmo, ligeiramente à esquerda da linha média, estendendo-se até o osso hioide. Ele reconhece essa estrutura como um lobo piramidal, uma variante anatômica comum que representa um remanescente do trajeto descendente da glândula. Embora a maior parte da glândula tireoide (células foliculares) se origine de um espessamento endodérmico no assoalho da faringe primitiva, uma população específica de células — as células parafoliculares ou células C, produtoras de calcitonina — possui uma origem embriológica distinta, integrando-se aos lobos laterais durante a migração. Qual é a estrutura embriológica responsável pela origem dessas células parafoliculares?
O lobo piramidal está presente em cerca de 50% da população. Em cirurgias de tireoidectomia total por câncer, ele deve ser identificado e removido, pois a permanência de tecido tireoidiano pode dificultar o seguimento com tireoglobulina e iodo radioativo.
A glândula tireoide possui uma origem embriológica dual. O parênquima folicular, responsável pela produção de T3 e T4, desenvolve-se a partir de um espessamento endodérmico no assoalho da faringe primitiva (forame cego), migrando caudalmente através do ducto tireoglosso. O lobo piramidal é uma evidência anatômica frequente desse trajeto migratório. As células parafoliculares ou células C, que secretam calcitonina, têm origem distinta. Elas derivam do corpo ultimofaríngeo, uma estrutura formada a partir da quarta bolsa faríngea. Durante o desenvolvimento, essas células migram e se incorporam aos lobos laterais da tireoide em expansão, localizando-se preferencialmente nos terços superiores da glândula. Compreender essa embriologia é fundamental para entender patologias como o carcinoma medular da tireoide e anomalias congênitas como cistos do ducto tireoglosso ou tireoide ectópica. Na prática cirúrgica, o reconhecimento do lobo piramidal é essencial para garantir a ressecção completa em casos de tireoidectomia total por doença maligna ou bócio volumoso.
Elas produzem calcitonina, um marcador tumoral fundamental para o diagnóstico e seguimento do Carcinoma Medular da Tireoide.
Pode dar origem a cistos do ducto tireoglosso (massas na linha média que se movem ao deglutir) ou ao lobo piramidal da tireoide.
As paratireoides superiores vêm da quarta bolsa faríngea, e as inferiores da terceira bolsa faríngea (junto com o timo).
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