CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2024
Sobre a embriologia do cristalino, é correto afirmar:
Cristalino → derivado do ectoderma de superfície; crescimento epitelial persiste por toda a vida.
O cristalino origina-se da placa do cristalino (ectoderma de superfície) na 4ª semana. Diferente de outros tecidos, ele nunca para de crescer, adicionando fibras na periferia.
O conhecimento da embriologia ocular é fundamental para compreender malformações congênitas como a catarata congênita e o coloboma. O cristalino é um exemplo clássico de indução tecidual, onde a vesícula óptica (neuroectoderma) induz o ectoderma de superfície a se diferenciar. Clinicamente, entender que o cristalino adiciona camadas de fibras continuamente explica a formação das diferentes zonas (núcleo embrionário, fetal, infantil e córtex) e a fisiopatologia da presbiopia e da esclerose nuclear.
O cristalino deriva inteiramente do ectoderma de superfície. O processo inicia-se com o espessamento deste tecido (placa do cristalino) em resposta à indução pela vesícula óptica, culminando na formação da vesícula lenticular por volta da quarta semana de gestação.
Não. Diferente de muitos tecidos, o cristalino mantém atividade mitótica nas células epiteliais da região equatorial durante toda a vida. Essas células se diferenciam em novas fibras que são compactadas em direção ao centro, contribuindo para o aumento da densidade e perda de elasticidade com a idade.
Durante o desenvolvimento fetal, o cristalino é inicialmente esférico. Ele começa a se tornar mais elipsoide e a achatar-se ainda no período intrauterino, processo que continua após o nascimento devido ao crescimento das fibras e às tensões zonulares.
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