CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2022
Sobre a embriologia da coroide, é correto afirmar:
Embriogênese coroide: coriocapilar (1ª) → vasos médios (Sattler) → grandes vasos (Haller).
A vascularização da coroide ocorre de forma centrífuga em relação à retina: a coriocapilar surge primeiro para suprir as necessidades metabólicas da retina externa em desenvolvimento.
O conhecimento da embriologia ocular é fundamental para compreender anomalias congênitas e a fisiopatologia de doenças vasculares retinianas. A coroide atua como o principal suporte metabólico para os fotorreceptores, e sua formação precoce (coriocapilar) reflete essa dependência funcional. Durante o desenvolvimento, a diferenciação vascular segue uma ordem precisa: a rede capilar interna precede os vasos de médio calibre (Sattler) e, por fim, os grandes vasos (Haller). Erros nesse processo podem resultar em colobomas uveais ou distrofias coroidianas hereditárias.
A coriocapilar é a primeira a se formar, por volta do segundo mês de gestação, originando-se de uma rede capilar que envolve a taça óptica. Somente após sua consolidação é que as camadas de vasos de maior calibre (Sattler e Haller) se desenvolvem externamente a ela.
O estroma da coroide tem origem mista: as células endoteliais dos vasos derivam do mesoderma, enquanto os melanócitos e o tecido conjuntivo estromal derivam das células da crista neural.
A membrana de Bruch desenvolve-se entre o epitélio pigmentar da retina (EPR) e a coriocapilar, servindo como uma barreira semipermeável e suporte estrutural, não se situando entre as camadas vasculares internas da coroide.
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