UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Embora o sono e os sonhos tenham se constituído em focos privilegiados de atenção das civilizações antigas, dos relatos bíblicos, dos filósofos gregos e dos poetas, o estudo clínico de distúrbios do sono teve início somente na segunda metade do século passado. Anteriormente, no entanto, o interesse científico pelo sono havia ganho impulso a partir dos primeiros registros da atividade elétrica cerebral, com o eletroencefalograma (EEG), obtidos pelo psiquiatra alemão Hans Berger. De fato, na primeira metade do século XX, por meio desse instrumento, obteve-se a clara demonstração das diferenças entre o padrão obtido no sono e na vigília. Em relação à insônia considere a afirmativa INCORRETA.
Latência normal do sono REM é de 70-120 minutos, não 30-60 minutos.
A latência normal para o sono REM (Rapid Eye Movement) em adultos saudáveis é geralmente de 70 a 120 minutos. Uma latência de sono REM de 30 a 60 minutos é considerada encurtada e pode ser um indicador de distúrbios como narcolepsia ou depressão, não sendo um padrão normal.
A insônia é um dos distúrbios do sono mais prevalentes, caracterizada pela dificuldade repetida em iniciar, manter ou consolidar o sono, ou pela percepção de um sono de má qualidade, que resulta em prejuízo significativo do funcionamento diurno. Essa condição ocorre apesar de o indivíduo ter tempo e oportunidade adequados para dormir, afetando profundamente a qualidade de vida e a saúde geral. O estudo clínico dos distúrbios do sono, impulsionado pelo eletroencefalograma (EEG), permitiu a compreensão das diferentes fases do sono. A polissonografia é uma ferramenta diagnóstica essencial, não para a insônia primária, mas para excluir comorbidades que podem causar ou agravar a insônia, como a síndrome da apneia obstrutiva do sono e a síndrome dos movimentos periódicos de pernas. A latência do sono REM, o tempo entre o início do sono e o primeiro período de sono REM, é um parâmetro importante, sendo normalmente de 70 a 120 minutos em adultos saudáveis; um encurtamento pode indicar patologias como narcolepsia. Os tratamentos para insônia incluem abordagens não farmacológicas, como a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), e farmacológicas, com o uso de hipnóticos que atuam principalmente no sistema GABA. Embora eficazes na indução do sono, tanto os benzodiazepínicos quanto os não benzodiazepínicos podem estar associados a efeitos adversos, incluindo prejuízos cognitivos e risco de dependência, exigindo uma avaliação cuidadosa do risco-benefício.
A insônia é definida como a dificuldade persistente para iniciar, manter ou consolidar o sono, ou uma percepção de sono não restaurador, que resulta em prejuízo funcional diurno, apesar de haver tempo e oportunidade adequados para dormir. Pode ser aguda ou crônica.
A polissonografia não é rotineiramente indicada para o diagnóstico primário de insônia pura. No entanto, é valiosa para afastar comorbidades que podem mimetizar ou exacerbar a insônia, como a síndrome da apneia obstrutiva do sono, a síndrome das pernas inquietas ou os movimentos periódicos de pernas.
Uma latência do sono REM encurtada (inferior a 70 minutos) é um achado anormal na polissonografia. Pode ser um indicativo de narcolepsia, depressão maior, privação crônica de sono ou uso de certas substâncias, e requer investigação adicional para o diagnóstico diferencial.
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