HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Em relação a embolização das artérias uterinas, procedimento angiográfico intervencionista, para o tratamento de leiomiomas, qual sua melhor indicação dentre os abaixo?
EAU é alternativa à histerectomia para leiomiomas sintomáticos, especialmente intramurais, em pacientes que desejam preservar o útero.
A embolização das artérias uterinas (EAU) é um procedimento minimamente invasivo eficaz para leiomiomas sintomáticos, sendo uma opção para pacientes com indicação de histerectomia que desejam evitar a cirurgia ou preservar o útero. Leiomiomas intramurais tendem a responder bem, enquanto subserosos volumosos e submucosos podem ter resultados menos favoráveis ou outras opções mais indicadas.
A embolização das artérias uterinas (EAU) é um procedimento radiológico intervencionista minimamente invasivo que se tornou uma alternativa importante à cirurgia para o tratamento de leiomiomas uterinos sintomáticos. Os leiomiomas, ou miomas, são os tumores benignos mais comuns do útero, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva e causando sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica e sintomas compressivos. A EAU atua ocluindo o suprimento sanguíneo dos miomas, levando à sua isquemia e redução de tamanho, aliviando os sintomas. As indicações para EAU incluem pacientes com leiomiomas sintomáticos que desejam preservar o útero, que têm contraindicações para cirurgia ou que buscam uma opção menos invasiva. É particularmente eficaz para leiomiomas intramurais e múltiplos. No entanto, é contraindicada em casos de gravidez, suspeita de leiomiossarcoma, infecção pélvica ativa e em alguns tipos específicos de miomas, como os pediculados subserosos com pedículo fino. A avaliação pré-procedimento é crucial para selecionar as pacientes adequadas e garantir a segurança e eficácia do tratamento. Embora a EAU seja uma opção valiosa, é importante considerar seus potenciais efeitos na fertilidade e na função ovariana, especialmente em pacientes com desejo reprodutivo, onde a miomectomia pode ser uma alternativa mais segura. O acompanhamento pós-procedimento é essencial para monitorar a regressão dos miomas e a melhora dos sintomas, bem como para identificar e manejar possíveis complicações. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando o tamanho, número e localização dos miomas, os sintomas da paciente, seu desejo reprodutivo e suas comorbidades.
A EAU é indicada principalmente para leiomiomas sintomáticos (sangramento uterino anormal, dor pélvica, sintomas compressivos) em pacientes que desejam preservar o útero ou que têm contraindicações cirúrgicas para miomectomia ou histerectomia. Leiomiomas intramurais e múltiplos são frequentemente boas indicações.
As contraindicações incluem gravidez, suspeita de malignidade (leiomiossarcoma), infecção pélvica ativa, doença inflamatória pélvica, insuficiência renal grave, alergia grave ao contraste e leiomiomas pediculados subserosos com pedículo fino (risco de necrose e infecção).
A miomectomia é geralmente a opção preferencial para pacientes com desejo reprodutivo, pois a EAU pode ter um impacto negativo na reserva ovariana e na fertilidade, embora gestações após EAU sejam possíveis. A decisão deve ser individualizada e discutida com a paciente.
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