UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Paciente nuligesta, com quadro de infertilidade, apresenta, dentre outros exames, uma ultrassonografia com útero miomatoso, volume de 291 cm³ e imagem nodular única de 8,5 x 6,0 x 7,5 cm³, transmural‚ endométrio 11mm, ovários com volume e aspectos normais. Diante do quadro, qual conduta está desaconselhada para o tratamento da infertilidade?
Em nuligesta com infertilidade por mioma, a embolização uterina é desaconselhada devido ao risco de comprometer a fertilidade futura.
A embolização da artéria uterina (EAU) é um tratamento eficaz para miomas, mas é geralmente desaconselhada em mulheres que desejam engravidar, especialmente nuligestas com infertilidade. A EAU pode comprometer a reserva ovariana, a vascularização uterina e aumentar o risco de complicações obstétricas futuras, como aborto e parto prematuro.
Miomas uterinos são tumores benignos comuns que afetam uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Embora muitos sejam assintomáticos, podem causar sangramento uterino anormal, dor pélvica e, em alguns casos, infertilidade. Para mulheres nuligestas com desejo de gestação, o manejo dos miomas é um desafio clínico importante, exigindo a escolha de tratamentos que preservem ou melhorem a fertilidade. A fisiopatologia da infertilidade associada a miomas envolve múltiplos mecanismos, como a distorção da cavidade uterina por miomas submucosos, que impede a implantação, ou miomas intramurais grandes que alteram a contratilidade uterina e o fluxo sanguíneo. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, que permite avaliar o tamanho, número e localização dos miomas. O tratamento para miomas em mulheres com infertilidade que desejam engravidar deve priorizar a preservação da fertilidade. A miomectomia (aberta ou laparoscópica) é a conduta de escolha, pois remove o mioma mantendo a integridade uterina. Análogos de GnRH podem ser usados para reduzir o tamanho do mioma antes da cirurgia. A embolização da artéria uterina, embora eficaz para controle de sintomas, é geralmente desaconselhada devido aos riscos potenciais para a fertilidade e para gestações futuras, como insuficiência ovariana e complicações obstétricas. O prognóstico reprodutivo após miomectomia é geralmente bom, mas depende da extensão da cirurgia e da localização dos miomas. Pontos de atenção incluem a discussão completa dos riscos e benefícios de cada opção com a paciente.
Miomas podem causar infertilidade ao distorcer a cavidade uterina (miomas submucosos), dificultar a implantação embrionária, obstruir as tubas uterinas, alterar a contratilidade uterina ou o fluxo sanguíneo endometrial, e causar inflamação local.
As opções incluem miomectomia (aberta ou laparoscópica), que remove o mioma preservando o útero, e o uso de análogos de GnRH pré-miomectomia para reduzir o tamanho do mioma e facilitar a cirurgia.
A embolização pode reduzir a reserva ovariana, causar insuficiência ovariana, comprometer a vascularização endometrial e miometrial, e está associada a maiores taxas de aborto espontâneo, parto prematuro e outras complicações obstétricas em gestações futuras.
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