HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Um paciente de 48 anos tem pancreatite crônica e hipertensão portal regional, com varizes de fundo gástrico. Teve já vários episódios de hemorragia digestiva alta, controlados por endoscopia, com uso de cianoacrilato. Tem pancitopenia e esplenomegalia. Foi decidido fazer esplenectomia. Optou-se por embolizar a artéria esplênica antes do procedimento. O paciente evoluiu com febre e muita dor em hipocôndrio esquerdo, necessitando de receber altas doses de opioides. Foi submetido a tomografia que confirmou infarto esplênico extenso, descartando outras complicações. A respeito desta estratégia pré-operatória, é correto afirmar:
Embolização pré-esplenectomia → reduz sangramento, mas ↑ risco de dor intensa por infarto esplênico.
A embolização pré-operatória da artéria esplênica é uma técnica utilizada para reduzir o tamanho do baço e o sangramento durante a esplenectomia, especialmente em casos de esplenomegalia maciça ou hipertensão portal. No entanto, uma complicação frequente e esperada é a dor intensa no hipocôndrio esquerdo, resultante do infarto esplênico induzido pela isquemia, que pode exigir manejo agressivo da dor.
A embolização pré-operatória da artéria esplênica é uma técnica de radiologia intervencionista utilizada para facilitar a esplenectomia em pacientes com esplenomegalia significativa, hipertensão portal regional (como na pancreatite crônica com trombose de veia esplênica) e hiperesplenismo. O objetivo principal é reduzir o tamanho do baço e o fluxo sanguíneo esplênico, minimizando o risco de sangramento intraoperatório e a necessidade de transfusões. Embora a embolização possa trazer benefícios significativos, ela não é isenta de complicações. A mais comum e clinicamente relevante é a síndrome pós-embolização, caracterizada por dor intensa no hipocôndrio esquerdo, febre e náuseas. Essa dor é resultado direto do infarto esplênico induzido pela oclusão da artéria, e seu manejo eficaz com analgésicos, incluindo opioides, é crucial no pós-procedimento imediato. Para residentes, é importante reconhecer as indicações e os potenciais benefícios da embolização esplênica, mas também estar ciente das suas complicações, especialmente a dor de difícil controle. A avaliação pré-operatória deve incluir a discussão desses riscos com o paciente, e o plano de manejo pós-operatório deve contemplar uma estratégia robusta para o controle da dor, garantindo o conforto e a segurança do paciente.
As indicações incluem esplenomegalia maciça, hipertensão portal com varizes gástricas e hiperesplenismo, visando reduzir o sangramento intraoperatório e facilitar a esplenectomia, especialmente por via laparoscópica.
As complicações mais comuns são dor abdominal intensa (devido ao infarto esplênico), febre, náuseas e vômitos. Complicações mais graves, embora raras, incluem abscesso esplênico, ruptura esplênica e embolia para outros órgãos.
A embolização pode reduzir a necessidade de transfusão de plaquetas ao diminuir o fluxo sanguíneo para o baço e, consequentemente, o sequestro de plaquetas, além de reduzir o sangramento intraoperatório. No entanto, não elimina completamente a necessidade, especialmente em pacientes com pancitopenia pré-existente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo