UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Mulher, 63 anos, tabagista 35 anos/maço, submetida à cirurgia ginecológica há 15 dias, evoluiu com quadro súbito de dispneia, dor torácica tipo pleurítica, tosse e palpitações. Ao exame físico apresentava frequência respiratória de 28 irpm, frequência cardíaca de 112 bpm, turgência jugular, empastamento e dor em panturrilha direita. Ausculta cardíaca e respiratória sem alterações. A saturação periférica de O2 era de 93%. Assinale a alternativa INCORRETA:
D-dímero positivo NÃO confirma TEP, apenas o exclui com alta sensibilidade em pacientes de BAIXA probabilidade pré-teste.
Um d-dímero positivo não confirma o diagnóstico de embolia pulmonar devido à sua baixa especificidade; ele pode estar elevado em diversas outras condições. Sua principal utilidade é para EXCLUIR TEP em pacientes com baixa probabilidade pré-teste.
A embolia pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP). O caso clínico apresentado descreve uma paciente com múltiplos fatores de risco (idade avançada, tabagismo, cirurgia recente) e sintomas clássicos de TEP, como dispneia súbita, dor torácica pleurítica e taquicardia, além de sinais de TVP (empastamento e dor em panturrilha). O diagnóstico de TEP é complexo e envolve a avaliação da probabilidade pré-teste (usando escores como Wells ou Geneva), dosagem de d-dímero e exames de imagem. O d-dímero é um marcador de degradação da fibrina e sua principal utilidade é EXCLUIR TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste quando o resultado é negativo, devido à sua alta sensibilidade. No entanto, um d-dímero positivo NÃO confirma o diagnóstico de TEP, pois sua especificidade é baixa, podendo estar elevado em diversas outras condições (cirurgia recente, infecção, gravidez, câncer, trauma, etc.). A confirmação diagnóstica é feita por exames de imagem, sendo a angiotomografia computadorizada de tórax (angio-TC) o padrão-ouro. A cintilografia de ventilação/perfusão (V/Q) é uma alternativa. O tratamento inicial para TEP, uma vez suspeitada, é a anticoagulação plena com heparina não fracionada ou heparina de baixo peso molecular. Em pacientes com instabilidade hemodinâmica (TEP de alto risco), a trombólise sistêmica ou a embolectomia são indicadas o mais precocemente possível, geralmente nas primeiras 48 horas, para restaurar o fluxo sanguíneo e estabilizar o paciente.
O d-dímero é um produto da degradação da fibrina e, quando negativo, tem alto valor preditivo negativo para TEP em pacientes com baixa probabilidade pré-teste, ajudando a excluir o diagnóstico. No entanto, um d-dímero positivo não é específico e pode estar elevado em muitas outras condições, não confirmando a TEP.
A angiotomografia computadorizada de tórax (angio-TC) é o exame de imagem de escolha para confirmar TEP. A cintilografia de ventilação/perfusão (V/Q) também pode ser utilizada, especialmente em pacientes com contraindicações ao contraste iodado.
Pacientes com instabilidade hemodinâmica e alta suspeita de TEP devem receber heparinizaçao plena imediatamente. Em casos de TEP de alto risco com instabilidade hemodinâmica confirmada, a trombólise sistêmica ou embolectomia são indicadas o mais precocemente possível.
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