Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Um paciente de 65 anos, com histórico de hipertensão e tabagismo, chega à sala de emergência com queixa de dispneia súbita e dor torácica pleurítica que começou há 2 horas, após uma viagem aérea de 10h. Ao exame físico, observa-se taquicardia (FC = 110 bpm) e saturação de oxigênio de 90% ao ar ambiente.Diante da suspeita clínica, quais das seguintes alterações eletrocardiográficas podem ser encontradas?
TEP → ECG pode mostrar S1Q3T3, desvio eixo à direita, inversão T em V1-V4, taquicardia sinusal.
O paciente apresenta fatores de risco (viagem aérea prolongada, tabagismo, hipertensão) e sintomas clássicos de TEP (dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia, hipoxemia). Embora o ECG não seja diagnóstico, ele pode apresentar alterações sugestivas de sobrecarga do ventrículo direito, como o padrão S1Q3T3, desvio do eixo para a direita e inversão da onda T em derivações precordiais direitas.
A embolia pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares, geralmente por um trombo originado em veias profundas dos membros inferiores. O diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado e para a redução da mortalidade. O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta diagnóstica inicial frequentemente utilizada em pacientes com suspeita de TEP, embora suas alterações sejam inespecíficas. Os achados mais comuns são taquicardia sinusal. Outros sinais, como o padrão S1Q3T3 (onda S em DI, onda Q em DIII, onda T invertida em DIII), desvio do eixo para a direita, bloqueio de ramo direito incompleto ou completo e inversão da onda T em V1-V4, refletem a sobrecarga aguda do ventrículo direito. Apesar de não ser diagnóstico, o ECG pode auxiliar na diferenciação de outras condições cardíacas que causam dor torácica e dispneia, como infarto agudo do miocárdio. A presença de alterações sugestivas, em conjunto com a clínica e fatores de risco, deve impulsionar a investigação com exames mais específicos, como angiotomografia de tórax.
Os achados mais comuns são taquicardia sinusal. Outros sinais sugestivos incluem o padrão S1Q3T3, desvio do eixo para a direita, bloqueio de ramo direito incompleto ou completo e inversão da onda T nas derivações precordiais direitas (V1-V4).
O padrão S1Q3T3 consiste em uma onda S proeminente na derivação I, uma onda Q na derivação III e uma onda T invertida na derivação III. É um sinal clássico, embora infrequente, de sobrecarga aguda do ventrículo direito na TEP.
Não, o ECG não é diagnóstico para TEP, pois suas alterações são inespecíficas e podem estar ausentes mesmo em casos graves. No entanto, ele pode levantar a suspeita e auxiliar na exclusão de outras causas de dor torácica.
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