IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Um paciente de 40 anos, com quadro de trombose venosa profunda no membro inferior direito, está sob tratamento adequado com heparina. Apresenta quadro de embolia pulmonar, hemodinamicamente estável. Ao mapeamento Doppler, constata-se trombo não aderido na veia ilíaca direita. Qual é a melhor conduta?
Trombo flutuante em veia proximal + EP estável = considerar filtro de cava para prevenir nova embolia.
Em pacientes com trombose venosa profunda e embolia pulmonar, mesmo estáveis e em anticoagulação, a presença de um trombo não aderido em veia proximal (como a ilíaca) aumenta o risco de nova embolia. Nesses casos, o filtro de veia cava inferior pode ser indicado para prevenir a migração do trombo.
A trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP) representam um espectro da doença tromboembólica venosa (DTV), uma condição grave e potencialmente fatal. A EP ocorre quando um trombo se desprende de uma veia profunda e migra para a circulação pulmonar. O manejo inicial envolve a anticoagulação, geralmente com heparina, para prevenir a progressão do trombo e novas embolias. Em pacientes com EP hemodinamicamente estável, a anticoagulação é a pedra angular do tratamento. No entanto, a presença de um trombo flutuante ou não aderido em veias proximais, como a ilíaca, mesmo sob anticoagulação, pode indicar um risco elevado de embolia pulmonar recorrente. Nesses cenários, a decisão de intervenção adicional, como a colocação de um filtro de veia cava inferior (FVCI), torna-se crucial. O FVCI é um dispositivo implantado na veia cava inferior para capturar trombos e prevenir sua migração para os pulmões. Suas indicações são específicas, incluindo contraindicações absolutas à anticoagulação, falha da anticoagulação (EP recorrente apesar do tratamento) e, em casos selecionados, trombos flutuantes proximais com alto risco de embolia. A escolha da conduta deve sempre ponderar os riscos e benefícios do filtro versus a anticoagulação isolada.
As principais indicações incluem contraindicação absoluta à anticoagulação, falha da anticoagulação plena (EP recorrente apesar do tratamento adequado) e, em alguns casos, trombos flutuantes em veias proximais ou em pacientes com alta reserva cardiopulmonar que não tolerariam uma nova embolia.
Um trombo não aderido, especialmente em veias proximais como a ilíaca, tem maior potencial de fragmentação e migração, aumentando o risco de embolia pulmonar recorrente, mesmo sob anticoagulação adequada. Isso pode justificar a intervenção com filtro de cava.
É a embolia pulmonar em que o paciente não apresenta sinais de choque ou hipotensão persistente. Embora grave, permite um manejo mais conservador em comparação com a EP instável, que exige intervenções mais agressivas.
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