HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Paciente de 72 anos internado há 2 meses passa a apresentar dispneia com início súbito. Ao exame clínico apresenta edema unilateral de membro inferior direito. Diante da suspeita clínica de TEP você realiza uma AngioTC de tórax que evidencia presença de embolia pulmonar maciça. Ao exame físico o paciente passa a apresentar hipotensão arterial (PAM de 50mmHg) e piora da perfusão periférica. Qual a sua conduta?
TEP maciço + hipotensão → Trombólise sistêmica imediata (fibrinolíticos).
Em pacientes com TEP maciço e instabilidade hemodinâmica (choque ou hipotensão persistente), a trombólise sistêmica é a conduta de escolha para restaurar a perfusão pulmonar e melhorar o estado hemodinâmico, superando a anticoagulação isolada.
A embolia pulmonar (TEP) é uma condição grave que pode levar à morte. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais. A classificação da TEP em maciça, sub-maciça e de baixo risco orienta a terapêutica, sendo a TEP maciça a forma mais grave, caracterizada por instabilidade hemodinâmica. A fisiopatologia da TEP maciça envolve a obstrução significativa da vasculatura pulmonar, levando a um aumento da pós-carga do ventrículo direito, dilatação e disfunção ventricular direita, e consequente diminuição do débito cardíaco e hipotensão. O diagnóstico é confirmado por AngioTC de tórax. A suspeita clínica é fundamental em pacientes com dispneia súbita e fatores de risco para trombose venosa profunda. O tratamento da TEP maciça com instabilidade hemodinâmica exige intervenção rápida. A trombólise sistêmica com fibrinolíticos é a terapia de escolha para restaurar a perfusão pulmonar e reverter o choque. Além disso, é necessário suporte hemodinâmico com fluidos e, se necessário, vasopressores, e anticoagulação parenteral após a trombólise ou em casos de contraindicação à trombólise.
TEP maciço é caracterizado por embolia pulmonar associada a instabilidade hemodinâmica, como hipotensão persistente (PAS < 90 mmHg ou queda > 40 mmHg da basal) ou choque obstrutivo.
A trombólise sistêmica é indicada para TEP maciço porque promove a lise rápida do trombo, reduzindo a obstrução vascular pulmonar e melhorando a função ventricular direita e o estado hemodinâmico do paciente.
As contraindicações incluem sangramento ativo, AVC hemorrágico prévio, neoplasia intracraniana, cirurgia recente (< 3 semanas), trauma grave recente e hipertensão arterial grave não controlada.
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