SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Sobre a instabilidade hemodinâmica na Embolia pulmonar (EP), assinale a alternativa correta
EP instável = PAS < 90 mmHg ou queda > 40 mmHg da basal por > 15 min, sem outra causa.
A instabilidade hemodinâmica na embolia pulmonar é definida por hipotensão persistente, que pode ser sistólica < 90 mmHg ou uma queda significativa da pressão arterial basal, não responsiva a fluidos e não explicada por outras causas.
A embolia pulmonar (EP) é uma condição grave que pode levar à instabilidade hemodinâmica e morte. A classificação da EP em estável ou instável é um dos pilares para a tomada de decisão terapêutica, sendo a instabilidade hemodinâmica o principal marcador de gravidade e indicação para terapias de reperfusão. Compreender os critérios exatos de instabilidade é fundamental para o residente. A instabilidade hemodinâmica na EP é definida pela presença de hipotensão arterial persistente, que pode ser uma pressão arterial sistólica (PAS) menor que 90 mmHg ou uma queda na PAS igual ou maior que 40 mmHg da pressão arterial basal do paciente, por um período superior a 15 minutos, e que não seja explicada por outras causas como arritmias, sepse ou hipovolemia. Esta hipotensão reflete a falência do ventrículo direito (VD) em manter o débito cardíaco frente à sobrecarga imposta pela obstrução do leito vascular pulmonar. O reconhecimento rápido da EP hemodinamicamente instável é vital, pois esses pacientes têm um risco de mortalidade significativamente elevado. O tratamento de escolha para a EP instável é a reperfusão imediata, seja por trombólise sistêmica ou embolectomia (cirúrgica ou por cateter), visando restaurar o fluxo sanguíneo pulmonar e aliviar a sobrecarga do VD. O suporte hemodinâmico com vasopressores e inotrópicos pode ser necessário enquanto se aguarda a reperfusão.
Os principais sinais incluem hipotensão arterial (PAS < 90 mmHg ou queda > 40 mmHg da basal), sinais de choque (taquicardia, pele fria e úmida, alteração do nível de consciência) e disfunção de ventrículo direito.
A EP causa instabilidade hemodinâmica devido à obstrução do leito vascular pulmonar, levando ao aumento da pós-carga do ventrículo direito, sua dilatação e falência, resultando em diminuição do débito cardíaco e hipotensão.
A diferenciação é crucial porque a EP instável é uma emergência médica que exige tratamento imediato, geralmente com trombólise sistêmica ou embolectomia, devido ao alto risco de mortalidade.
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