HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Uma gestante de 40 semanas apresenta dor torácica súbita e intensa, seguida de dispneia e cianose. Qual é a principal suspeita diagnóstica?
Gestante com dor torácica súbita + dispneia + cianose → Alta suspeita de Embolia Pulmonar.
A embolia pulmonar é uma causa importante de morbimortalidade materna. A gestação é um estado de hipercoagulabilidade, aumentando o risco de trombose venosa profunda e, consequentemente, de TEP. A apresentação clínica pode ser inespecífica, mas a tríade dor torácica, dispneia e cianose em uma gestante é alarmante.
A embolia pulmonar (EP) é uma das principais causas de morte materna direta, sendo crucial o reconhecimento precoce e manejo adequado. A gestação induz um estado de hipercoagulabilidade fisiológica, juntamente com estase venosa e lesão endotelial, que predispõem à trombose venosa profunda (TVP) e, consequentemente, à EP. A incidência de EP é maior no terceiro trimestre e no puerpério. Os sintomas clássicos de EP, como dispneia súbita, dor torácica pleurítica e taquipneia, podem ser mascarados pelas alterações fisiológicas da gravidez, tornando o diagnóstico desafiador. A cianose é um sinal de gravidade. A investigação deve ser rápida, utilizando exames como angiotomografia de tórax ou cintilografia pulmonar, com a devida proteção fetal. O tratamento da EP na gestação é baseado na anticoagulação. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é a droga de escolha, pois não atravessa a barreira placentária. Em casos de instabilidade hemodinâmica, a trombólise ou embolectomia podem ser consideradas. O manejo multidisciplinar é essencial para otimizar os resultados maternos e fetais.
A gestação é um estado de hipercoagulabilidade, e fatores como idade avançada, obesidade, multiparidade, cesariana, imobilização e trombofilias aumentam o risco de TEP.
O diagnóstico envolve a avaliação clínica, D-dímero (com cautela na gestação), eletrocardiograma, radiografia de tórax e, se necessário, angiotomografia de tórax ou cintilografia pulmonar de ventilação/perfusão, com atenção à dose de radiação.
A conduta inicial inclui suporte hemodinâmico e respiratório, e anticoagulação imediata com heparina de baixo peso molecular, após confirmação diagnóstica.
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