UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Quando estamos diante de um paciente com Embolia Pulmonar, precisamos classificar este paciente em estável ou instável clinicamente para tomar as condutas diagnósticas de forma rápida e iniciar o tratamento de forma correta. Diante disto, qual das afirmativas está correta?
TEP: Padrão ECG S1Q3T3, infrequente, indica disfunção de VD.
O padrão S1Q3T3 no ECG é um achado clássico, mas infrequente na TEP, indicando sobrecarga e disfunção do ventrículo direito. Sua presença sugere gravidade, mas sua ausência não exclui o diagnóstico.
A Embolia Pulmonar (TEP) é uma condição grave, frequentemente subdiagnosticada, que representa a terceira causa mais comum de morte cardiovascular. Sua importância clínica reside na alta mortalidade se não tratada adequadamente, sendo crucial a rápida classificação do paciente em estável ou instável para guiar a conduta diagnóstica e terapêutica. A suspeita clínica é fundamental, baseada em fatores de risco e sintomas. O diagnóstico da TEP envolve uma combinação de avaliação clínica (escores de Wells ou Geneva), exames laboratoriais como o D-dímero e exames de imagem. O D-dímero, embora útil para excluir TEP em pacientes de baixo risco devido ao seu alto valor preditivo negativo, não possui alta especificidade para confirmar o diagnóstico. A Angiotomografia de Tórax é o exame padrão-ouro para confirmar a TEP, enquanto a cintilografia pulmonar V/Q é uma alternativa em pacientes com contraindicações à Angio-TC. O ECG, embora não diagnóstico, pode apresentar achados sugestivos como o padrão S1Q3T3, que indica disfunção do ventrículo direito. O tratamento da TEP varia conforme a estabilidade hemodinâmica do paciente, indo desde anticoagulação para casos estáveis até trombólise ou embolectomia para pacientes instáveis. A identificação precoce e a estratificação de risco são essenciais para reduzir a morbimortalidade associada à TEP, sendo um tema de grande relevância para a prática médica e para questões de residência.
O padrão S1Q3T3 (onda S em D1, onda Q e T invertida em D3) é clássico, mas infrequente. Outros achados incluem taquicardia sinusal, bloqueio de ramo direito e inversão de onda T em precordiais direitas.
O D-dímero possui alto valor preditivo negativo, sendo útil para excluir TEP em pacientes com baixa probabilidade pré-teste. No entanto, sua baixa especificidade limita seu uso como teste confirmatório.
A Angiotomografia de Tórax (Angio-TC) é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de TEP, com alta sensibilidade e especificidade. A cintilografia pulmonar V/Q é uma alternativa em casos selecionados, e a arteriografia pulmonar é reservada para situações específicas.
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