Embolia Pulmonar: Diagnóstico Inicial e Estratificação

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023

Enunciado

Paciente A.A., 32 anos, sexo feminino. Queixa-se de dispneia e dor torácica súbitas há poucas horas. Tabagista e em uso de anticoncepcional oral. Há 2 anos teve trombose venosa profunda tratada por 3 meses. Ao exame físico: normotensa, afebril, frequência cardíaca 120 bpm, ansiosa, oximetria com spO2 91%. Sem demais alterações ao exame físico. Qual a primeira conduta para o caso? (PRÁTICA PNEUMOLÓGICA SEGUNDA EDIÇÃO - CAPÍTULO 48, P. 584-589.)

Alternativas

  1. A) Dosar dímero D
  2. B) Aplicar o escore de Wells ou Genebra
  3. C) Solicitar cintilografia de ventilação/perfusão
  4. D) Solicitar angiotomografia
  5. E) Solicitar arteriografia pulmonar

Pérola Clínica

Dispneia súbita + dor torácica + fatores de risco TEV → Avaliar probabilidade clínica com escores (Wells/Genebra) para EP.

Resumo-Chave

Diante de um quadro clínico sugestivo de embolia pulmonar (dispneia e dor torácica súbitas, taquicardia, hipoxemia) em paciente com múltiplos fatores de risco (tabagismo, ACO, TVP prévia), a primeira conduta é estratificar a probabilidade clínica. Isso é feito através de escores como o de Wells ou Genebra, que guiam a investigação diagnóstica subsequente.

Contexto Educacional

A embolia pulmonar (EP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originário de uma trombose venosa profunda (TVP). Sua incidência é significativa, e o diagnóstico precoce é crucial para a redução da morbimortalidade. É uma das principais causas de morte súbita e uma condição desafiadora no pronto-socorro. A fisiopatologia envolve a tríade de Virchow (lesão endotelial, estase sanguínea e hipercoagulabilidade), levando à formação do trombo. O diagnóstico de EP é complexo e baseia-se na suspeita clínica, fatores de risco, exames laboratoriais e de imagem. A suspeita deve surgir em pacientes com dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia e hipoxemia, especialmente na presença de fatores de risco. A conduta inicial na suspeita de EP é a estratificação da probabilidade clínica, utilizando escores validados como o de Wells ou Genebra. Esses escores auxiliam na decisão sobre a necessidade de exames complementares, como a dosagem de D-dímero e a angiotomografia de tórax, otimizando o processo diagnóstico e evitando exposições desnecessárias a radiação ou procedimentos invasivos. O tratamento envolve anticoagulação e, em casos selecionados, trombólise ou embolectomia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para embolia pulmonar?

Os principais fatores de risco incluem trombose venosa profunda prévia, uso de anticoncepcionais orais, tabagismo, imobilização prolongada, cirurgias recentes, câncer e distúrbios de hipercoagulabilidade.

Por que a aplicação de escores como Wells ou Genebra é a primeira conduta na suspeita de embolia pulmonar?

A aplicação desses escores permite estratificar a probabilidade clínica de embolia pulmonar, guiando a sequência de exames diagnósticos e evitando investigações invasivas ou dispendiosas em pacientes de baixa probabilidade.

Quando a angiotomografia de tórax é indicada na investigação de embolia pulmonar?

A angiotomografia de tórax é indicada após a estratificação da probabilidade clínica, geralmente em pacientes com probabilidade intermediária ou alta, ou quando o D-dímero é elevado em pacientes de baixa probabilidade.

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