UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Homem de 25 anos apresentou embolia pulmonar aguda depois de 24 horas da apendicectomia.A conduta recomendada em relação à anticoagulação é
TEP provocado por cirurgia → anticoagulação por 3 meses.
Embolia pulmonar aguda (TEP) ocorrida em contexto de cirurgia recente (como apendicectomia) é considerada um evento de tromboembolismo venoso (TEV) provocado. A recomendação atual para TEV provocado por fator de risco transitório e reversível é manter a anticoagulação por 3 meses.
A embolia pulmonar (TEP) é uma condição grave que ocorre quando um coágulo sanguíneo, geralmente originado nas veias profundas das pernas (trombose venosa profunda - TVP), se desloca para os pulmões, obstruindo as artérias pulmonares. A cirurgia é um fator de risco bem estabelecido para tromboembolismo venoso (TEV), que inclui TVP e TEP, devido à imobilização, lesão vascular e estado de hipercoagulabilidade induzido pelo procedimento. Quando um TEP ocorre em um paciente que foi submetido a uma cirurgia recente, ele é classificado como um TEV provocado por um fator de risco transitório e reversível. A conduta em relação à anticoagulação após um TEP é crucial para prevenir recorrências. A duração da terapia anticoagulante depende da natureza do evento (provocado ou não provocado) e do risco de sangramento do paciente. Para um TEV provocado por um fator de risco transitório e reversível, como a cirurgia, as diretrizes atuais recomendam um período de anticoagulação de três meses. Este período é considerado suficiente para tratar o evento agudo e reduzir o risco de recorrência imediata, sem expor o paciente a um risco prolongado e desnecessário de sangramento. A decisão de prolongar a anticoagulação além dos três meses é geralmente reservada para casos de TEV não provocado, TEV recorrente, ou na presença de fatores de risco persistentes (como câncer ativo ou trombofilias de alto risco). Em pacientes jovens, embora o risco de recorrência possa ser uma preocupação, a ausência de fatores de risco adicionais após a resolução do fator precipitante cirúrgico justifica a interrupção da anticoagulação após o período recomendado, balanceando o risco de recorrência com o risco de sangramento.
Um TEV é considerado provocado quando ocorre na presença de um fator de risco transitório e reversível, como cirurgia recente, trauma grave, imobilização prolongada ou uso de estrogênios.
Para TEV provocado por fator de risco transitório, a anticoagulação é geralmente de 3 meses. Para TEV não provocado ou provocado por fator de risco persistente, a duração pode ser estendida ou indefinida.
Os principais riscos incluem sangramento maior, como hemorragia intracraniana ou gastrointestinal, que pode ser fatal ou causar sequelas graves.
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