HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Sobre Embolia Pulmonar, está INCORRETO:
Alta probabilidade EP + indisponibilidade imagem → iniciar anticoagulação empírica.
Em casos de alta probabilidade clínica de Embolia Pulmonar e atraso na confirmação diagnóstica por imagem, a anticoagulação empírica deve ser iniciada imediatamente para evitar a progressão da doença e reduzir a mortalidade, ponderando sempre o risco de sangramento.
A Embolia Pulmonar (EP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originário de uma trombose venosa profunda. Sua incidência é significativa, e o reconhecimento precoce e manejo adequado são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A EP é um dos principais diagnósticos diferenciais em pacientes com dispneia aguda e dor torácica. O diagnóstico da EP envolve a avaliação da probabilidade pré-teste (escores como Wells ou Genebra), seguida por exames de imagem como angiotomografia de tórax ou cintilografia pulmonar. No entanto, a base do tratamento para EP confirmada é a anticoagulação. Em situações de alta probabilidade clínica e indisponibilidade imediata de exames de imagem, a anticoagulação empírica deve ser iniciada sem demora, ponderando o risco de sangramento. A estratificação de risco é fundamental para guiar a terapia. Pacientes com EP de baixo risco podem ser tratados ambulatorialmente, enquanto aqueles com alto risco (instabilidade hemodinâmica, disfunção de VD) podem necessitar de terapias mais agressivas, como trombólise, embolectomia ou suporte hemodinâmico avançado. A disfunção ventricular direita é um preditor independente de mortalidade e deve ser cuidadosamente avaliada.
A anticoagulação empírica deve ser iniciada imediatamente em pacientes com alta probabilidade clínica de Embolia Pulmonar, mesmo antes da confirmação por imagem, para prevenir a progressão da doença e reduzir a mortalidade.
Fatores como hipoalbuminemia, apneia obstrutiva do sono, síncope, baixa pressão arterial e, principalmente, a presença de disfunção ventricular direita, são preditores independentes de mortalidade e indicam pior prognóstico.
Pacientes com Embolia Pulmonar com risco de vida podem necessitar de trombólise sistêmica ou local, colocação de filtros de veia cava inferior ou embolectomia pulmonar, além da anticoagulação.
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