Embolia Pulmonar: Diagnóstico e Manejo Inicial

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020

Enunciado

Paciente masculino, 65 anos de idade, comparece ao pronto-socorro com quadro de dor torácica e dispneia há 1 dia, sem febre e sem comorbidades. Na chegada, o exame físico taquipneico apresenta PA 140/100 mmHg, saturação 90% em ar ambiente, FC 115 bpm, bulhas rítmicas e ausculta sem ruídos adventícios. Foi realizado o exame a seguir. Sobre esse caso, considere as afirmativas a seguir.I. O achado mais comum no eletrocardiograma é o padrão de taquicardia sinusal.II. Por se tratar de embolia maciça, a trombólise deve ser iniciada em até 6 horas. III. O exame de D-dímero é o próximo passo no manejo desse paciente para avaliar a gravidade e o prognóstico. IV. Iniciar o tratamento com anticoagulantes e manter por, no mínimo, 3 meses. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Pérola Clínica

TEP: Taquicardia sinusal é achado ECG comum; anticoagulação ≥ 3 meses.

Resumo-Chave

Em pacientes com alta suspeita de TEP, como o caso descrito, a taquicardia sinusal é o achado eletrocardiográfico mais frequente. O tratamento inicial com anticoagulação é mandatório e deve ser mantido por, no mínimo, 3 meses, com reavaliação para extensão.

Contexto Educacional

A embolia pulmonar (TEP) é uma condição grave que se manifesta com dor torácica e dispneia súbita, frequentemente em pacientes com fatores de risco para trombose venosa profunda. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para reduzir a mortalidade. O exame físico pode revelar taquipneia, taquicardia e hipoxemia, como no caso apresentado. No eletrocardiograma (ECG), o achado mais frequente na TEP é a taquicardia sinusal. Embora sinais como S1Q3T3 sejam clássicos, são incomuns. A estratificação de risco é fundamental: o paciente do caso, com PA 140/100 mmHg, não apresenta hipotensão, o que afasta a classificação de TEP de alto risco (maciça) que indicaria trombólise imediata. A trombólise é reservada para TEP de alto risco (instabilidade hemodinâmica) ou em casos selecionados de risco intermediário-alto. O tratamento inicial da TEP, após a suspeita clínica e confirmação diagnóstica (geralmente por angiotomografia de tórax), é a anticoagulação plena. A duração mínima da anticoagulação é de 3 meses, podendo ser estendida dependendo da presença de fatores de risco reversíveis ou não provocados. O D-dímero, embora útil para excluir TEP em pacientes de baixa probabilidade, não é indicado para avaliar gravidade ou prognóstico em pacientes com alta suspeita clínica.

Perguntas Frequentes

Quais os achados mais comuns no ECG de um paciente com TEP?

O achado eletrocardiográfico mais comum na embolia pulmonar é a taquicardia sinusal. Outros sinais, como S1Q3T3, bloqueio de ramo direito ou inversão de onda T em precordiais direitas, são menos frequentes, mas mais específicos.

Qual o papel do D-dímero no diagnóstico da embolia pulmonar?

O D-dímero é útil principalmente para excluir TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica. Um resultado negativo, combinado com baixa probabilidade, torna a TEP improvável. Em alta probabilidade, um D-dímero positivo não confirma o diagnóstico e exames de imagem são necessários.

Por quanto tempo um paciente com TEP deve ser anticoagulado?

O tratamento anticoagulante para TEP deve ser mantido por, no mínimo, 3 meses. A duração pode ser estendida indefinidamente em casos de TEP não provocada ou com fatores de risco persistentes, após avaliação individualizada.

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