SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Paciente admitido no pronto-atendimento com queixa de dor torácica de início súbito, do tipo pleurítica, localização lateral associada a tosse e hemoptise. Antecedente de cirurgia redutora de fratura de membros inferiores recente. Ao exame físico apresenta hipoxemia e taquipneia. Qual a etiologia mais provável?
Dor torácica pleurítica súbita + dispneia + hemoptise + cirurgia recente = alta suspeita de Embolia Pulmonar.
A tríade clássica de dor torácica pleurítica, dispneia e hemoptise, associada a fatores de risco como cirurgia recente (especialmente ortopédica), hipoxemia e taquipneia, é altamente sugestiva de embolia pulmonar, uma emergência médica.
A embolia pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela obstrução de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originário de uma trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. É uma das principais causas de morte hospitalar evitável e uma complicação comum em pacientes submetidos a cirurgias, especialmente as ortopédicas, devido à imobilização e ao trauma vascular. A fisiopatologia da TEP envolve a migração do trombo para a circulação pulmonar, causando hipoxemia por desequilíbrio ventilação-perfusão, aumento da resistência vascular pulmonar e, em casos graves, disfunção ventricular direita e choque. Os sintomas clássicos incluem dor torácica pleurítica de início súbito, dispneia, taquipneia, tosse e, em alguns casos, hemoptise. A presença de fatores de risco, como cirurgia recente de membros inferiores, eleva a probabilidade diagnóstica. O diagnóstico diferencial da dor torácica aguda é amplo, mas a combinação de sintomas e fatores de risco no paciente descrito aponta fortemente para TEP. Outras condições como dissecção de aorta, infarto agudo do miocárdio, enfisema do mediastino e rutura de esôfago teriam apresentações clínicas distintas ou menos prováveis nesse contexto. A conduta inicial envolve estabilização do paciente, avaliação da probabilidade clínica (ex: escore de Wells) e, se alta, início da anticoagulação enquanto se aguardam exames confirmatórios como a angiotomografia de tórax. O prognóstico depende da extensão da embolia e da rapidez do tratamento.
Cirurgias recentes (especialmente ortopédicas e abdominais), imobilização prolongada, câncer, trombofilias, uso de contraceptivos hormonais e gravidez são fatores de risco importantes para TEP.
A dor pleurítica, dispneia súbita e hemoptise, juntamente com fatores de risco para TEV, são mais sugestivos de TEP. IAM geralmente apresenta dor anginosa, e dissecção de aorta, dor lancinante e irradiada.
Cirurgias, especialmente as de membros inferiores, aumentam significativamente o risco de trombose venosa profunda (TVP), que é a principal fonte de êmbolos para o pulmão, tornando a TEP uma complicação comum e grave.
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