UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Paciente feminina, 44 anos de idade, chega ao pronto-socorro com queixa de dor torácica de forte intensidade, há cerca de 40 minutos. Sem irradiação. Antecedentes pessoais: diabetes mellitus e histerectomia, há 1 semana. Ao exame: bom estado geral, pressão arterial 130/90 mmHg, frequência cardíaca 120 bpm, saturação 96% em ar ambiente, frequência respiratória 24 ipm, ausculta pulmonar sem ruídos adventícios. Eletrocardiograma taquicardia sinusal. Apresenta o exame de imagem a seguir.Sobre esse caso, assinale a alternativa correta.
Dor torácica + taquicardia + fator de risco (cirurgia recente) + angiotomografia positiva → TEP, iniciar anticoagulação.
A paciente apresenta quadro clínico sugestivo de TEP (dor torácica, taquicardia, dispneia) e um fator de risco importante (cirurgia recente - histerectomia). A angiotomografia de tórax é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de TEP, e uma vez confirmado, a anticoagulação é o tratamento inicial e fundamental.
A embolia pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, resultante da oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. É uma das principais causas de morte hospitalar e sua suspeita clínica exige investigação e tratamento rápidos. O diagnóstico de TEP baseia-se na avaliação clínica, fatores de risco (como cirurgia recente, imobilização, câncer), exames laboratoriais (dímero D, se baixa probabilidade) e, principalmente, exames de imagem. A angiotomografia de tórax é o método diagnóstico padrão-ouro, capaz de visualizar diretamente os trombos nas artérias pulmonares. O ECG frequentemente mostra taquicardia sinusal, mas pode haver sinais de sobrecarga de câmaras direitas. Uma vez confirmado o diagnóstico de TEP, o tratamento inicial e fundamental é a anticoagulação plena, que visa prevenir a formação de novos trombos e a progressão dos existentes. A trombólise é reservada para casos de TEP de alto risco com instabilidade hemodinâmica. O manejo adequado e precoce é crucial para reduzir a morbimortalidade associada a esta condição.
Os principais fatores de risco incluem cirurgias recentes (especialmente ortopédicas e abdominais/pélvicas), imobilização prolongada, câncer, trombofilias, uso de estrogênios e história prévia de trombose venosa profunda (TVP) ou TEP.
A angiotomografia de tórax é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de TEP, permitindo visualizar os trombos nas artérias pulmonares e avaliar a extensão do acometimento.
A trombólise é reservada para pacientes com TEP de alto risco, ou seja, com instabilidade hemodinâmica (choque ou hipotensão persistente), devido ao risco de sangramento. Na maioria dos casos de TEP sem instabilidade, a anticoagulação é suficiente.
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