IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021
Paciente, 40 anos de idade com quadro de trombose venosa profunda do membro inferior direito, sob tratamento adequado com heparina. Apresenta quadro de embolia pulmonar; hemodinamicamente estável. Ao mapeamento Doppler constata-se trombo não aderido na veia ilíaca direita. Qual a melhor conduta?
TVP + EP + trombo flutuante em veia ilíaca → Filtro de cava para prevenir nova EP maciça.
Paciente com TVP e EP, já anticoagulado, que apresenta trombo não aderido em veia ilíaca, tem alto risco de nova embolização pulmonar. Nesses casos, a colocação de um filtro de veia cava inferior é a conduta mais adequada para prevenir a migração do trombo e novas embolias, especialmente se a anticoagulação falhou (EP sob heparina).
A trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP) representam um espectro da mesma doença, o tromboembolismo venoso (TEV), com alta morbimortalidade. O tratamento padrão é a anticoagulação, que visa prevenir a propagação do trombo e novas embolias. No entanto, em certas situações, a anticoagulação isolada pode ser insuficiente ou contraindicada, exigindo abordagens adicionais. A presença de um trombo flutuante (não aderido) em veias proximais, como a veia ilíaca, em um paciente que já apresentou embolia pulmonar sob anticoagulação adequada, indica uma falha terapêutica e um alto risco de recorrência de EP. Nesses casos, a migração do trombo para a circulação pulmonar pode levar a uma embolia pulmonar maciça, com risco de vida. A colocação de um filtro de veia cava inferior (FVCI) é uma intervenção mecânica que visa interceptar trombos que se desprendem das veias dos membros inferiores e pélvicas, impedindo que atinjam a circulação pulmonar. É indicada em situações de contraindicação à anticoagulação, falha da anticoagulação (como no caso descrito), ou em pacientes com alto risco de sangramento. O FVCI é uma medida de proteção temporária ou permanente, dependendo do tipo de filtro e da condição clínica do paciente, e deve ser considerada em conjunto com a anticoagulação, quando possível.
As principais indicações incluem contraindicação à anticoagulação, falha da anticoagulação (embolia pulmonar recorrente apesar da terapia adequada) e complicações hemorrágicas da anticoagulação.
Um trombo flutuante, especialmente em veias proximais como a ilíaca, tem um risco significativamente maior de se desprender e causar uma embolia pulmonar maciça, mesmo sob anticoagulação.
A anticoagulação é a base do tratamento da TVP e EP, visando prevenir a progressão do trombo e novas embolias. No entanto, em casos de falha terapêutica ou alto risco de embolia, outras intervenções podem ser necessárias.
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