UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Carmem, 32 anos, queixa-se de dor na panturrilha e de dispneia aguda. A gasometria arterial mostra PaO2 de 76 mmHg. Assinale a alternativa CORRETA quanto ao achado clínico mais presente no diagnóstico de embolia pulmonar:
Embolia pulmonar (EP) → Taquipneia é o sinal clínico mais comum, mesmo com exame físico normal.
A taquipneia é o sinal clínico mais frequentemente encontrado em pacientes com embolia pulmonar, presente em mais de 70% dos casos. Embora inespecífica, sua presença em um contexto de dispneia aguda e fatores de risco deve levantar a suspeita de EP.
A embolia pulmonar (EP) é uma condição grave e potencialmente fatal, frequentemente subdiagnosticada devido à sua apresentação clínica variada e inespecífica. É crucial que o residente saiba identificar os sinais e sintomas mais prevalentes para uma suspeita precoce e manejo adequado. A EP geralmente se origina de uma trombose venosa profunda (TVP), com o trombo migrando para a circulação pulmonar. Clinicamente, a taquipneia (aumento da frequência respiratória) é o achado mais comum no exame físico de pacientes com EP, presente em uma grande porcentagem dos casos, mesmo na ausência de outros sinais mais óbvios. A dispneia aguda é o sintoma mais frequente, e a dor torácica pleurítica também é comum. A hipoxemia, como demonstrado pela PaO2 de 76 mmHg no enunciado, é um achado gasométrico frequente. O diagnóstico de EP exige alta suspeição clínica, especialmente em pacientes com fatores de risco para TVP/EP (cirurgia recente, imobilização, câncer, uso de estrogênios). A taquipneia, embora inespecífica, deve sempre alertar o médico para a possibilidade de EP, direcionando a investigação para exames como D-dímero e angiotomografia de tórax.
Os sintomas clássicos incluem dispneia aguda, dor torácica pleurítica, tosse e, em casos graves, síncope ou choque. A dor na panturrilha pode indicar trombose venosa profunda (TVP), que é a principal causa de EP.
A taquipneia ocorre como um mecanismo compensatório à hipoxemia e ao aumento do espaço morto alveolar causado pelo êmbolo, levando a uma ventilação ineficaz e à necessidade de aumentar a frequência respiratória para manter a oxigenação.
O D-dímero é útil para excluir EP em pacientes de baixo risco. A angiotomografia de tórax (angio-TC) é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico. Gasometria arterial pode mostrar hipoxemia e alcalose respiratória.
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