HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022
Homem de 58 anos de idade, em tratamento para neoplasia de bexiga há 2 meses, sem outras doenças conhecidas, procurou pronto-socorro por quadro de dispneia súbita acompanhada de hemoptise, dor torácica ventilatório-dependente e palpitação há 3 horas. Nega febre. Ao exame clínico encontra-se em bom estado geral, dispneico +2/+4, escala de coma Glasgow 15, Tempo de enchimento capilar menor 3 segundos; frequência respiratória 28 rpm, Sat O2 arterial 89%, pulso regular de 110bpm, propedêutica pulmonar, cardíaca e abdominal sem outras alterações significativas; edema de membro inferior esquerdo +2/+4 com sinais de empastamento. Glicemia capilar 100 mg/dL. A alteração mais frequente que se espera encontrar no eletrocardiograma deste paciente e o exame complementar mais adequado para confirmação diagnóstica da doença que motivou a procura ao serviço de urgência são, respectivamente:
Suspeita de TEP (dispneia súbita, dor pleurítica, taquicardia, hipoxemia, TVP) → ECG mais comum é taquicardia sinusal; confirmação com AngioTC pulmonar.
A embolia pulmonar deve ser fortemente suspeitada em pacientes com fatores de risco (neoplasia) e quadro clínico agudo de dispneia, dor torácica pleurítica, taquicardia e hipoxemia, especialmente com sinais de TVP. A taquicardia sinusal é o achado eletrocardiográfico mais comum e a angiotomografia é o exame padrão-ouro para confirmação.
A embolia pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de morte hospitalar. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com fatores de risco como neoplasias, imobilização ou cirurgias recentes. Os sintomas clássicos incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, tosse, hemoptise e palpitações. Ao exame físico, taquicardia e taquipneia são comuns, e sinais de trombose venosa profunda (TVP) em membros inferiores reforçam a suspeita. O eletrocardiograma (ECG) na TEP é frequentemente inespecífico, sendo a taquicardia sinusal o achado mais comum. Embora o padrão S1Q3T3 seja classicamente associado à TEP, ele é raro e não deve ser esperado na maioria dos casos. A confirmação diagnóstica é realizada pela angiotomografia de vasos pulmonares (AngioTC), que é o exame padrão-ouro, permitindo a visualização direta dos trombos nas artérias pulmonares. O Dímero-D, por sua vez, é útil para excluir TEP em pacientes de baixa probabilidade clínica, mas não para confirmar o diagnóstico. O manejo da TEP envolve anticoagulação imediata, e em casos de instabilidade hemodinâmica, pode ser necessária trombólise ou embolectomia. A rápida identificação e tratamento são cruciais para melhorar o prognóstico do paciente. A presença de sinais de TVP, como edema e empastamento de membro inferior, deve sempre levantar a suspeita de TEP, dada a íntima relação fisiopatológica entre as duas condições.
Os principais fatores de risco incluem neoplasias, cirurgias recentes, imobilização prolongada, trombofilias, uso de estrogênios, gravidez e histórico prévio de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.
A taquicardia sinusal é uma resposta compensatória à hipoxemia e à sobrecarga do ventrículo direito causada pela obstrução do leito vascular pulmonar, sendo um achado inespecífico, mas muito frequente.
O Dímero-D é útil principalmente para excluir TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica. Um resultado negativo em pacientes de baixo risco torna a TEP improvável, mas um resultado positivo é inespecífico e requer investigação adicional.
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