Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026
Mulher de 35 anos com dor torácica súbita e hemoptise leve. História de uso recente de anticoncepcional oral. Qual hipótese é mais provável?
Mulher jovem + Anticoncepcional + Dor súbita + Hemoptise = Embolia Pulmonar.
O uso de estrogênios aumenta o risco de eventos tromboembólicos. A tríade de dor torácica, dispneia e hemoptise em paciente de risco sugere fortemente TEP.
A embolia pulmonar (TEP) é uma das principais causas de morte cardiovascular evitável. Em mulheres em idade fértil, o uso de anticoncepcionais orais é um fator de risco modificável crucial. O quadro clínico clássico envolve dor torácica de início súbito, dispneia e, em casos de infarto pulmonar periférico, hemoptise. A estratificação de risco através de escores como o de Wells ou o de Genebra é o primeiro passo essencial antes da solicitação de exames de imagem, garantindo um uso racional dos recursos diagnósticos.
Os anticoncepcionais orais combinados contêm estrogênio, que estimula a síntese hepática de fatores de coagulação (como o fator VII, X e fibrinogênio) e reduz a síntese de anticoagulantes naturais como a proteína S e a antitrombina. Isso cria um estado de hipercoagulabilidade que predispõe à formação de trombos venosos.
A angiotomografia de tórax com protocolo para artérias pulmonares é atualmente o exame de escolha para o diagnóstico de embolia pulmonar devido à sua alta sensibilidade e especificidade, permitindo a visualização direta de falhas de enchimento na vasculatura pulmonar.
A tríade de Virchow descreve os três fatores que contribuem para a trombose: estase sanguínea (ex: imobilização), lesão endotelial (ex: trauma ou cirurgia) e hipercoagulabilidade (ex: uso de hormônios, câncer ou trombofilias hereditárias).
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