Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2024
Paciente R.K., 45 anos, com dispneia súbita e dor torácica pleurítica. Sua tomografia de tórax mostra defeitos de enchimento nas artérias pulmonares. Qual é o diagnóstico mais provável?
Dispneia súbita + dor pleurítica + defeito enchimento TC artéria pulmonar → Embolia Pulmonar.
A combinação de dispneia súbita, dor torácica pleurítica e, crucialmente, a presença de defeitos de enchimento nas artérias pulmonares na angiotomografia de tórax é patognomônica de embolia pulmonar. Este exame é o padrão ouro para o diagnóstico.
A embolia pulmonar (EP) é uma condição grave e potencialmente fatal, resultante da oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento e prevenir complicações. O quadro clínico clássico de EP inclui dispneia súbita, dor torácica pleurítica, tosse e, em casos mais graves, taquicardia, hipotensão e choque. A suspeita clínica é fundamental e pode ser auxiliada por escores de probabilidade como o de Wells ou Genebra. No entanto, a confirmação diagnóstica requer exames de imagem. A angiotomografia computadorizada de tórax (angio-TC) é o método de escolha para confirmar a EP, evidenciando defeitos de enchimento intraluminais nas artérias pulmonares. Outros exames, como o D-dímero, são úteis para excluir a doença em pacientes de baixa probabilidade. O tratamento envolve anticoagulação e, em casos selecionados, trombólise ou embolectomia.
Os sintomas clássicos incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquipneia, taquicardia e, em casos graves, hipotensão e síncope. A apresentação clínica pode ser variada e inespecífica.
A angiotomografia computadorizada de tórax (angio-TC) é o exame padrão-ouro, pois permite visualizar diretamente os defeitos de enchimento intraluminais nas artérias pulmonares, confirmando a presença de trombos.
Embora ambos causem dor torácica, a embolia pulmonar geralmente apresenta dor pleurítica (piora com a respiração) e dispneia súbita, enquanto o infarto do miocárdio cursa com dor anginosa (opressiva, irradiada) e alterações eletrocardiográficas e enzimáticas cardíacas.
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