SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
Em uma mulher de 60 anos, cuja radiografia do tórax mostra embolia pulmonar, a área comprometida deverá aparecer, na imagem, com o aspecto de
Embolia pulmonar na radiografia de tórax → sinal de Westermark (hipertransparência/oligoemia) em área comprometida.
A embolia pulmonar aguda, ao obstruir o fluxo sanguíneo para uma área do pulmão, pode causar oligoemia distal ao êmbolo. Na radiografia de tórax, essa redução da vascularização se manifesta como uma área de hipertransparência, conhecida como sinal de Westermark.
A embolia pulmonar (EP) é uma condição grave, frequentemente subdiagnosticada, que representa a terceira causa mais comum de morte cardiovascular. O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento adequado e reduzir a mortalidade. Embora a angiotomografia de tórax seja o padrão-ouro para o diagnóstico, a radiografia de tórax é frequentemente o primeiro exame de imagem realizado em pacientes com suspeita de EP, sendo importante reconhecer seus achados, mesmo que inespecíficos. A fisiopatologia da EP envolve a obstrução de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de trombose venosa profunda. Essa obstrução leva à hipoperfusão da área pulmonar distal ao êmbolo. Na radiografia de tórax, essa hipoperfusão pode se manifestar como uma área de hipertransparência ou oligoemia, conhecida como sinal de Westermark, devido à diminuição do volume sanguíneo nos vasos pulmonares afetados. Outros achados incluem a corcova de Hampton (consolidação periférica em cunha, indicando infarto pulmonar) e derrame pleural, embora a radiografia possa ser normal em muitos casos. Para residentes, é fundamental compreender que a radiografia de tórax na EP é mais útil para excluir outras causas de dor torácica ou dispneia do que para confirmar a EP. A presença de um sinal de Westermark, embora inespecífico, deve aumentar a suspeita e levar à investigação com métodos de imagem mais sensíveis, como a angio-TC. O manejo da EP envolve anticoagulação e, em casos selecionados, trombólise ou embolectomia, com o prognóstico dependendo da extensão da embolia e da presença de instabilidade hemodinâmica.
A radiografia de tórax na embolia pulmonar pode ser normal em até 50% dos casos. Quando alterada, os achados mais comuns são inespecíficos, como derrame pleural, elevação do hemidiafragma ou atelectasia. Sinais mais específicos, mas menos frequentes, incluem o sinal de Westermark (hipertransparência) e a corcova de Hampton (consolidação em cunha).
O sinal de Westermark é uma área de oligoemia ou hipertransparência localizada no parênquima pulmonar, distal a um êmbolo. Ele ocorre devido à redução do fluxo sanguíneo arterial pulmonar para aquela região, resultando em menor vascularização e, consequentemente, menor atenuação dos raios-X.
Não, a radiografia de tórax é uma ferramenta de triagem e não é diagnóstica para embolia pulmonar devido à sua baixa sensibilidade e especificidade. O diagnóstico definitivo geralmente requer exames como a angiotomografia de tórax (angio-TC) ou a cintilografia de ventilação/perfusão (V/Q scan).
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