HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Das situações listadas, a que tem pior prognóstico no puerpério é:
Embolia por líquido amniótico tem o pior prognóstico no puerpério devido à alta mortalidade materna.
A embolia por líquido amniótico é uma complicação obstétrica rara, mas devastadora, com uma das maiores taxas de mortalidade materna e morbidade grave, incluindo parada cardiorrespiratória e coagulopatia. Embora infarto, eclampsia e atonia uterina sejam graves, a embolia amniótica se destaca pelo prognóstico extremamente reservado.
A embolia por líquido amniótico (ELA) é uma síndrome rara, imprevisível e catastrófica que ocorre durante a gravidez, parto ou puerpério imediato. Caracteriza-se pela entrada de líquido amniótico, células fetais ou outros detritos na circulação materna, desencadeando uma resposta inflamatória e anafilactoide sistêmica grave. Embora rara, sua incidência é de aproximadamente 1 em 40.000 a 1 em 80.000 partos, e é uma das principais causas de mortalidade materna direta, com taxas que podem chegar a 60%. A fisiopatologia da ELA envolve uma resposta imune e inflamatória exacerbada ao material amniótico, resultando em disfunção miocárdica, hipertensão pulmonar, broncoespasmo e coagulopatia de consumo (CID). Os sintomas surgem abruptamente e incluem dispneia súbita, cianose, hipotensão grave, choque, parada cardiorrespiratória e sangramento incontrolável devido à CID. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de colapso cardiovascular, coagulopatia e hipoxemia aguda, na ausência de outras explicações. O manejo da ELA é de suporte intensivo e multidisciplinar, focado na estabilização hemodinâmica, oxigenação, correção da coagulopatia e suporte cardíaco. Não há tratamento específico para a ELA, e as intervenções visam mitigar os efeitos da resposta inflamatória e do choque. O prognóstico é extremamente reservado, com alta mortalidade materna e fetal, e as sobreviventes frequentemente apresentam sequelas neurológicas graves. A prevenção é desafiadora devido à sua imprevisibilidade.
Os sinais incluem dispneia súbita, cianose, hipotensão, choque, parada cardiorrespiratória e coagulopatia (sangramento incontrolável). Pode ocorrer durante o trabalho de parto, parto ou imediatamente após.
A embolia por líquido amniótico tem uma taxa de mortalidade materna extremamente alta, variando de 20% a 60%, sendo uma das principais causas de morte materna direta.
Diferente da atonia uterina (hemorragia), eclampsia (hipertensão e convulsões) ou infarto (isquemia miocárdica), a embolia amniótica é uma reação anafilactoide sistêmica ao líquido amniótico na circulação materna, levando a colapso cardiovascular e coagulopatia.
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