FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
A embolia de líquido amniótico é uma rara complicação da gravidez, ocorrendo quando o líquido amniótico entra na corrente sanguínea da gestante e causa uma reação grave em seu organismo, como danos ao pulmão e sangramento excessivo. Quanto às medidas a serem adotadas na ocorrência da embolia de líquido amniótico, é INCORRETO afirmar:
ELA: Suporte hemodinâmico e ventilatório agressivo, correção de coagulopatia e parto de emergência se necessário.
A embolia de líquido amniótico é uma emergência obstétrica grave que cursa com choque, insuficiência respiratória e coagulopatia. O tratamento é de suporte, visando estabilizar a paciente e corrigir as disfunções orgânicas, incluindo o manejo da coagulopatia com hemoderivados e, se necessário, o parto.
A embolia de líquido amniótico (ELA) é uma síndrome rara, mas catastrófica, que ocorre durante a gravidez ou no pós-parto imediato, com uma incidência estimada de 1 em 40.000 a 1 em 80.000 gestações. Caracteriza-se pela entrada de líquido amniótico na circulação materna, desencadeando uma resposta inflamatória e anafilactoide grave, resultando em colapso cardiovascular, insuficiência respiratória e coagulopatia de consumo. É uma das principais causas de mortalidade materna e morbidade grave, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. A fisiopatologia envolve não apenas a obstrução mecânica por debris do líquido amniótico, mas principalmente uma resposta imune e inflamatória sistêmica. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de colapso cardiovascular, insuficiência respiratória e coagulopatia, na ausência de outras causas. A suspeita deve ser alta em qualquer gestante ou puérpera recente que apresente deterioração súbita e inexplicável. O tratamento é de suporte intensivo, focado na estabilização hemodinâmica e ventilatória. Isso inclui intubação e ventilação mecânica, ressuscitação volêmica agressiva, uso de vasopressores e inotrópicos conforme a necessidade para manter a perfusão orgânica, e correção da coagulopatia com hemoderivados (PFC, crioprecipitado, plaquetas). O parto de emergência pode ser considerado para melhorar a hemodinâmica materna, se a gestação estiver avançada e as medidas de ressuscitação falharem.
A embolia de líquido amniótico classicamente se apresenta com início súbito de dispneia, hipotensão, cianose, colapso cardiovascular e coagulopatia de consumo, podendo evoluir rapidamente para parada cardiorrespiratória.
O parto de emergência pode ser necessário para aliviar a compressão aortocava, melhorar o retorno venoso e a função cardíaca materna, especialmente se a gestação estiver avançada e a mãe não responder às medidas de ressuscitação.
A coagulopatia de consumo é uma complicação grave da ELA, causada pela ativação da cascata de coagulação e fibrinólise, levando a sangramento excessivo. Seu manejo envolve a reposição de hemoderivados como PFC e crioprecipitado.
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