FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Paciente deu entrada no serviço de Ortopedia há três dias, vítima de acidente durante partida de futebol, sendo realizado procedimento de imobilização de membro inferior esquerdo com aparelho gessado por fratura femoral. Subitamente apresentou dispneia, taquipneia, tosse, além de mal estar geral. Seu exame físico demonstrava murmúrio vesicular presente, raros roncos e nenhum estertor. Foi solicitada, então, radiografia torácica, nesta demonstrando lesões bilaterais. Qual das afirmativas abaixo NÃO está adequada?
Fratura óssea longa + dispneia aguda + lesões pulmonares bilaterais → suspeitar embolia pulmonar/gordurosa.
A embolia gordurosa é uma complicação grave de fraturas de ossos longos, caracterizada pela tríade de insuficiência respiratória, alterações neurológicas e rash petequial. As lesões pulmonares na embolia gordurosa podem ser difusas e bilaterais, não se limitando a um lado e não sendo excluídas por ultrapassar a linha média.
A embolia gordurosa é uma complicação potencialmente fatal que pode ocorrer após fraturas de ossos longos, especialmente do fêmur e da tíbia, devido à liberação de glóbulos de gordura na circulação. A síndrome da embolia gordurosa (SEG) é caracterizada pela tríade de insuficiência respiratória (dispneia, hipoxemia), alterações neurológicas (confusão, coma) e rash petequial, embora a tríade completa seja rara. A suspeita clínica é crucial em pacientes com trauma ortopédico recente. A fisiopatologia envolve tanto um componente mecânico (oclusão de capilares pulmonares por glóbulos de gordura) quanto um componente bioquímico (liberação de ácidos graxos livres e mediadores inflamatórios que causam dano endotelial pulmonar). Os achados radiográficos torácicos podem variar de normalidade a infiltrados difusos bilaterais, muitas vezes descritos como padrão de 'tempestade de neve' ou SDRA. A presença de lesões pulmonares bilaterais não exclui a embolia gordurosa, mas sim reforça a suspeita de um processo inflamatório pulmonar difuso. O manejo da embolia gordurosa é principalmente de suporte, com foco na otimização da oxigenação e ventilação. A prevenção inclui a estabilização precoce de fraturas de ossos longos e o manejo cuidadoso durante a cirurgia. É fundamental que residentes reconheçam a apresentação clínica e radiológica para um diagnóstico precoce e manejo adequado, diferenciando-a de outras causas de insuficiência respiratória aguda pós-trauma.
Os principais fatores de risco incluem fraturas de ossos longos (fêmur, tíbia), fraturas pélvicas, cirurgias ortopédicas e, menos comumente, pancreatite e queimaduras.
Os achados pulmonares incluem dispneia, taquipneia, hipoxemia e, na radiografia, infiltrados pulmonares difusos e bilaterais, muitas vezes descritos como 'tempestade de neve'.
A embolia gordurosa geralmente ocorre após trauma ou fratura de ossos longos e pode apresentar a tríade clássica (respiratória, neurológica, petéquias). A embolia pulmonar trombótica está mais associada a trombose venosa profunda e fatores de risco para hipercoagulabilidade.
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