Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
Idoso de 74 anos, com história de fibrilação atrial crônica, queixa-se de dor em membro inferior esquerdo há aproximadamente 4 horas, de início súbito. Nega quadro semelhante anteriormente, tabagismo ou claudicação dos membros inferiores prévia. Ao exame físico, observase membro inferior esquerdo frio, com ausência de pulsos poplíteo, tibial posterior e pedioso. O membro inferior direito, por sua vez, está quente, com todos os pulsos presentes. Qual o provável diagnóstico?
FA + dor súbita + membro frio + ausência de pulsos = Embolia arterial aguda até prova em contrário.
A isquemia arterial aguda de membro é uma emergência vascular caracterizada pela rápida instalação de dor, palidez, parestesia, paralisia e ausência de pulso. A fibrilação atrial é um fator de risco importante devido à formação de trombos intracardíacos que podem embolizar para a circulação periférica.
A isquemia arterial aguda de membro é uma condição grave caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para um membro, resultando em hipóxia tecidual e risco de necrose. A etiologia mais comum é a embolia, frequentemente de origem cardíaca, como em pacientes com fibrilação atrial (FA) crônica, onde trombos formados no átrio esquerdo podem se desprender e ocluir vasos periféricos. Outras causas incluem trombose in situ de uma artéria aterosclerótica ou trauma. O quadro clínico é de início súbito, com dor intensa no membro afetado, que se torna pálido, frio e com parestesias. Ao exame físico, a ausência de pulsos distais à oclusão é um achado cardinal, acompanhada de diminuição da temperatura e, em casos avançados, déficits motores e sensitivos. A rápida identificação dos '6 Ps' (Pain, Pallor, Paresthesia, Paralysis, Poikilothermia, Pulselessness) é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado. O tratamento é uma emergência cirúrgica, visando a revascularização do membro o mais rápido possível para evitar danos irreversíveis. A heparinização sistêmica deve ser iniciada imediatamente para prevenir a propagação do trombo. A escolha entre embolectomia cirúrgica, trombólise ou tratamento endovascular depende da localização, extensão da oclusão e tempo de isquemia. O prognóstico está diretamente relacionado ao tempo entre o início dos sintomas e a revascularização.
Os 6 Ps da isquemia arterial aguda são: Pain (dor), Pallor (palidez), Paresthesia (parestesia), Paralysis (paralisia), Poikilothermia (poiquilotermia ou frieza) e Pulselessness (ausência de pulso). A presença desses sinais indica uma emergência vascular.
Em idosos, a fibrilação atrial (FA) é a principal causa de embolia arterial aguda. A FA predispõe à formação de trombos no átrio esquerdo, que podem se desprender e viajar para a circulação sistêmica, ocluindo vasos periféricos, mais comumente nos membros inferiores.
A conduta inicial inclui analgesia, heparinização sistêmica para prevenir a propagação do trombo, e encaminhamento urgente para avaliação cirúrgica vascular. A revascularização é crucial para preservar o membro e evitar complicações graves como amputação e necrose.
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