UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021
Paciente com cardiopatia dilatada referiu dor súbita em membro inferior direito há 3 horas da internação. Negava antecedente de claudicação. Ao exame, constatou-se ausência de pulsos em membro inferior direito e pulsos normais nos demais membros. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável e a melhor conduta?
Cardiopatia dilatada + dor súbita + ausência de pulsos em MID → Embolia arterial aguda, tratar com cateter de Fogarty.
A embolia arterial aguda em pacientes com cardiopatia dilatada (fonte de êmbolos) é uma emergência vascular. A dor súbita e a ausência de pulsos em um membro sem claudicação prévia são altamente sugestivas. A embolectomia com cateter de Fogarty é a conduta de escolha para revascularização rápida.
A isquemia arterial aguda de membro inferior é uma emergência vascular que exige diagnóstico e tratamento imediatos para preservar a viabilidade do membro e a vida do paciente. As causas mais comuns são a embolia e a trombose arterial aguda. A embolia arterial é frequentemente associada a fontes cardíacas, como fibrilação atrial, infarto agudo do miocárdio com trombo mural ou cardiopatias dilatadas, como no caso em questão. A apresentação clínica típica inclui dor súbita e intensa no membro afetado, palidez, frialdade, parestesia, paralisia e, crucialmente, a ausência de pulsos distais ao ponto da oclusão. A ausência de claudicação prévia no histórico do paciente reforça a hipótese de embolia, diferenciando-a da trombose aguda sobre uma doença aterosclerótica preexistente. O tempo é músculo (e nervo) na isquemia aguda, e cada hora de atraso no tratamento aumenta o risco de amputação e mortalidade. Após a estabilização inicial e heparinização sistêmica para prevenir a propagação do trombo, a conduta de escolha para a embolia arterial aguda é a embolectomia cirúrgica com cateter de Fogarty. Este procedimento permite a remoção do êmbolo e a restauração do fluxo sanguíneo de forma rápida e eficaz. Outras opções, como a trombólise, podem ser consideradas em situações específicas, mas a cirurgia é preferencial em casos de isquemia grave ou quando o tempo de isquemia é curto.
Os sinais e sintomas clássicos da isquemia arterial aguda são os '6 Ps': Pain (dor), Pallor (palidez), Paresthesia (parestesia), Paralysis (paralisia), Poikilothermia (poiquilotermia ou frialdade) e Pulselessness (ausência de pulsos). A dor súbita e intensa é um achado proeminente.
A embolia arterial aguda geralmente ocorre em pacientes sem doença arterial prévia significativa, com início súbito e uma fonte embólica (ex: fibrilação atrial, trombo mural). A trombose arterial aguda, por outro lado, ocorre mais frequentemente em pacientes com doença aterosclerótica preexistente, com um início que pode ser mais insidioso ou agudo sobre uma placa já estenosada.
O cateter de Fogarty permite a remoção mecânica rápida do êmbolo (embolectomia) através de uma pequena incisão arterial, restaurando o fluxo sanguíneo e minimizando o tempo de isquemia. É um procedimento eficaz e de baixa morbidade quando realizado precocemente, sendo o padrão-ouro para revascularização em muitos casos de embolia de grandes vasos.
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