UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Homem,42 anosde idade, apresenta isquemia grave no membro inferior direito há 3 horas, com dor de forte intensidade, palidez, gradiente térmico e diminuição importante da perfusão do pé. Nega claudicação intermitente e relata malformação congênita cardíaca, sem tratamento específico. Exame físico: ausência de pulso femoral, poplíteo e distais em membroinferior direito, com pulsos normais em outros membros. Qual é a alternativa correta?
Isquemia arterial aguda + malformação cardíaca congênita → Embolia arterial aguda (paradoxal).
A isquemia arterial aguda é uma emergência vascular caracterizada por dor súbita, palidez, parestesia, paralisia, poiquilotermia e ausência de pulso (os 6 Ps). A presença de malformação cardíaca congênita sem tratamento sugere uma fonte embolígena cardíaca, incluindo a possibilidade de embolia paradoxal através de um shunt.
A isquemia arterial aguda de membro é uma emergência vascular que exige reconhecimento e tratamento imediatos para preservar a viabilidade do membro. Caracteriza-se por uma interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial, levando à hipóxia tecidual. A etiologia mais comum é a embolia arterial, seguida pela trombose in situ de uma artéria previamente estenótica. A identificação rápida dos "6 Ps" (pain, pallor, paresthesia, paralysis, poikilothermia, pulselessness) é crucial para o diagnóstico. A fisiopatologia envolve a oclusão arterial por um êmbolo (geralmente de origem cardíaca, como fibrilação atrial, infarto agudo do miocárdio, ou malformações congênitas) ou por trombose de uma placa aterosclerótica. No caso de malformações cardíacas congênitas, como um forame oval patente ou defeito do septo, pode ocorrer embolia paradoxal, onde um trombo venoso atravessa o shunt e entra na circulação arterial sistêmica. A ausência de claudicação intermitente prévia no paciente fortalece a hipótese de embolia. O tratamento da isquemia arterial aguda é uma emergência e visa restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível, geralmente por meio de trombectomia cirúrgica, embolectomia ou trombólise. A escolha da técnica depende da etiologia, localização e tempo de isquemia. A anticoagulação imediata com heparina é fundamental para prevenir a propagação do trombo e novas embolias. O prognóstico está diretamente relacionado ao tempo de isquemia e à gravidade da lesão tecidual.
Os sinais e sintomas clássicos são conhecidos como os "6 Ps": dor (pain), palidez (pallor), parestesia, paralisia, poiquilotermia (coldness) e ausência de pulso (pulselessness). A instalação é geralmente súbita.
A embolia arterial aguda geralmente tem início súbito e uma fonte distal (frequentemente cardíaca), enquanto a trombose arterial aguda ocorre em artérias previamente doentes (aterosclerose) e pode ter um início mais insidioso. A ausência de claudicação prévia favorece a embolia.
Malformações cardíacas congênitas, como defeitos do septo atrial ou ventricular, podem permitir a passagem de êmbolos do lado venoso para o arterial (embolia paradoxal), ou gerar trombos intracardíacos que se desprendem e causam embolia sistêmica.
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