HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
A respeito da doença arterial periférica, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:(1) Embolia arterial.(2) Trombose arterial.( ) História aguda.( ) História de claudicação prévia.( ) Índice tornozelo-braço contralateral normal.( ) Fibrilação arterial.
Embolia arterial = início agudo, ITB normal contralateral, FA comum. Trombose arterial = história claudicação prévia.
A embolia arterial geralmente tem início súbito em pacientes sem história prévia de claudicação, frequentemente associada a uma fonte embólica como fibrilação atrial. A trombose arterial, por sua vez, costuma ocorrer em artérias já doentes, com história de claudicação e ITB alterado.
A isquemia arterial aguda de membros é uma emergência vascular que requer diagnóstico e tratamento rápidos para preservar o membro e a vida do paciente. As duas principais causas são a embolia arterial e a trombose arterial aguda sobre doença arterial periférica (DAP) preexistente. A diferenciação entre elas é fundamental para a conduta terapêutica. A embolia arterial é caracterizada por um início súbito e dramático dos sintomas, geralmente em pacientes sem história prévia de claudicação intermitente. A fonte embólica mais comum é cardíaca, destacando-se a fibrilação atrial, que leva à formação de trombos no átrio esquerdo que podem se desprender e ocluir uma artéria periférica. Nesses casos, o índice tornozelo-braço (ITB) do membro contralateral geralmente é normal, indicando ausência de doença arterial obstrutiva prévia. A trombose arterial aguda, por sua vez, ocorre em artérias já comprometidas por aterosclerose, ou seja, em pacientes com doença arterial periférica preexistente. A história clínica frequentemente revela claudicação intermitente prévia. O início dos sintomas pode ser agudo, mas muitas vezes é a exacerbação de um quadro crônico. O ITB do membro contralateral e, frequentemente, do membro afetado antes da agudização, estará alterado, refletindo a doença arterial subjacente. O tratamento difere entre as duas condições, com a embolia frequentemente necessitando de embolectomia e a trombose podendo exigir trombectomia, angioplastia ou cirurgia de revascularização.
A embolia arterial geralmente apresenta início súbito, sem história prévia de claudicação, e frequentemente associada a uma fonte cardíaca (ex: fibrilação atrial). A trombose arterial, por outro lado, tende a ter um início mais gradual ou agudo sobre uma doença arterial preexistente, com história de claudicação.
Em casos de embolia arterial, o ITB contralateral (e muitas vezes o ipsilateral antes do evento agudo) tende a ser normal, pois as artérias não estavam previamente doentes. Na trombose arterial, o ITB geralmente já está alterado devido à doença arterial periférica subjacente.
As fontes mais comuns de embolia arterial são cardíacas, incluindo fibrilação atrial, infarto agudo do miocárdio com trombo mural, valvopatias (especialmente próteses valvares) e cardiomiopatias.
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