HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Sobre a isquemia aguda de membros inferiores, assinale a alternativa correta.
Isquemia aguda embólica → embolectomia com cateter de Fogarty é o tratamento padrão-ouro para revascularização.
A etiologia embólica da isquemia aguda de membros inferiores geralmente requer intervenção cirúrgica imediata para remover o êmbolo e restaurar o fluxo sanguíneo. A embolectomia com cateter de Fogarty é o procedimento de escolha, sendo superior à trombólise sistêmica ou intra-arterial em muitos casos de embolia aguda.
A isquemia aguda de membros inferiores é uma emergência vascular que exige diagnóstico e tratamento rápidos para preservar o membro e a vida do paciente. É definida pela súbita diminuição da perfusão arterial, resultando em ameaça à viabilidade do membro. As principais causas são embolia (geralmente de origem cardíaca) e trombose in situ de artérias ateroscleróticas. A identificação da etiologia é crucial para guiar o tratamento, pois a conduta difere significativamente entre elas. O diagnóstico é clínico, baseado nos '6 Ps', e pode ser confirmado por exames de imagem como angiotomografia. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível. Para oclusões embólicas, a embolectomia com cateter de Fogarty é o padrão-ouro, pois remove o êmbolo diretamente e de forma eficaz. Para tromboses, pode-se considerar trombólise farmacológica (intra-arterial) ou trombectomia mecânica, dependendo da extensão, tempo de isquemia e risco do paciente. O prognóstico depende diretamente do tempo de isquemia e da gravidade da lesão tecidual. A revascularização tardia pode levar à síndrome de reperfusão, que pode ser fatal. É fundamental o manejo multidisciplinar, incluindo cirurgiões vasculares, intensivistas e nefrologistas, para otimizar os resultados e minimizar as complicações pós-operatórias, garantindo a melhor chance de salvamento do membro e da vida.
Os sinais clássicos da isquemia aguda de membros inferiores são os '6 Ps': dor (pain), palidez (pallor), parestesia, paralisia, poiquilotermia e ausência de pulso (pulselessness). A presença desses sinais indica uma emergência vascular.
A oclusão embólica geralmente tem início súbito em um membro previamente assintomático, com fonte cardíaca comum. A oclusão trombótica ocorre em artérias já doentes (aterosclerose) e pode ter história de claudicação ou sintomas preexistentes, com início mais insidioso.
A trombólise é considerada para tromboses in situ, oclusões de bypass ou quando a cirurgia é de alto risco, especialmente se o tempo de isquemia permitir e não houver contraindicações. É menos eficaz para embolias grandes e agudas.
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