Sarampo no Brasil: Histórico, Eliminação e Reemergência

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020

Enunciado

Analise as tabelas 1 e 2 e os dados sobre o sarampo no Brasil. É correto afirmar que 

Alternativas

  1. A) para conter o avanço do sarampo, o Ministério da Saúde intensificou, em 2019, avacinação com tríplice viral em crianças de seis a 11 meses de idade e a vacinação em adultos com 60 anos e mais.
  2. B) até o momento, no Brasil, além dos surtos de sarampo nos estados de Amazonas,Roraima e Pará, os casos confirmados em 2019 estão distribuídos por todas as unidades federadas do país.
  3. C) o surto de sarampo, que está ocorrendo no Brasil, desde 2018, está relacionado acasos importados de pessoas que viajaram para a Europa e para o Líbano, sem qualquer relação com os surtos que estão ocorrendo em países da América Latina.
  4. D) no período de 1999 a 2005, o Brasil encontrava-se em processo de erradicação do sarampo, com progressiva redução do número de casos. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela OMS, declarando a região das Américas livre do sarampo.

Pérola Clínica

Brasil eliminou sarampo em 2016 (OMS), mas reintrodução ocorreu devido a baixas coberturas vacinais e importação de casos.

Resumo-Chave

O Brasil alcançou a eliminação do sarampo em 2016, um marco reconhecido pela OMS para a Região das Américas. No entanto, a reintrodução do vírus, impulsionada por baixas coberturas vacinais e importação de casos, especialmente de países vizinhos, levou a novos surtos, ressaltando a importância da vigilância e da vacinação.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, causada por um vírus, que pode levar a complicações graves e até à morte. No Brasil, houve um esforço significativo para a erradicação da doença, culminando na obtenção do certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2016, um marco importante para a saúde pública na Região das Américas. Este sucesso foi atribuído a campanhas de vacinação em massa e à manutenção de altas coberturas vacinais com a tríplice viral. No entanto, a partir de 2018, o Brasil e outros países da região das Américas enfrentaram a reintrodução do sarampo, com a ocorrência de novos surtos. Essa reemergência foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo a queda nas coberturas vacinais em diversas regiões do país e a importação de casos de países vizinhos com surtos ativos, como a Venezuela. A mobilidade populacional e a presença de bolsões de não vacinados criaram um ambiente propício para a rápida disseminação do vírus. Para os residentes, é fundamental compreender a epidemiologia do sarampo, a importância da vacinação como principal medida preventiva e a necessidade de vigilância epidemiológica ativa. O manejo de casos suspeitos, a notificação compulsória e a implementação de bloqueios vacinais são ações essenciais para conter a disseminação e evitar novas reintroduções, protegendo a saúde da comunidade e mantendo o status de eliminação da doença.

Perguntas Frequentes

Quando o Brasil recebeu o certificado de eliminação do sarampo e por que ele reemergiu?

O Brasil recebeu o certificado de eliminação do sarampo pela OMS em 2016. A reemergência ocorreu devido à queda nas coberturas vacinais e à importação de casos de países com surtos ativos, como a Venezuela.

Qual a importância da vacinação tríplice viral para o controle do sarampo?

A vacinação com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é a principal estratégia para prevenir o sarampo. Manter altas coberturas vacinais é crucial para garantir a imunidade de rebanho e evitar a circulação do vírus.

Quais são os principais desafios para o controle do sarampo no cenário atual?

Os desafios incluem a hesitação vacinal, a dificuldade em alcançar altas coberturas em todas as regiões, a rápida disseminação do vírus em populações suscetíveis e a necessidade de vigilância epidemiológica constante para identificar e conter surtos rapidamente.

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