HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021
São causas de elevação da troponina, exceto:
Troponina elevada indica lesão miocárdica, mas nem sempre isquêmica; infecção urinária não eleva.
A elevação da troponina é um marcador de lesão miocárdica, mas não é exclusiva de isquemia. Diversas condições cardíacas e não cardíacas podem causar sua elevação, exceto infecções urinárias ou vulvovaginites, que não afetam diretamente o miocárdio.
A troponina cardíaca (T ou I) é um biomarcador altamente sensível e específico para lesão miocárdica. Sua elevação é um indicativo de dano às células do músculo cardíaco, sendo o principal marcador para o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM). No entanto, é crucial entender que a elevação da troponina não é sinônimo exclusivo de isquemia miocárdica. Diversas condições, tanto cardíacas quanto não cardíacas, podem levar à elevação da troponina. Entre as causas cardíacas não isquêmicas, destacam-se a insuficiência cardíaca aguda e crônica, miocardite, cardiomiopatias, taquiarritmias e procedimentos invasivos. Causas não cardíacas incluem embolia pulmonar, sepse, insuficiência renal crônica, acidente vascular encefálico, hemorragia subaracnoidea, rabdomiólise, queimaduras extensas, exercícios físicos extenuantes e uso de drogas cardiotóxicas. É fundamental que o médico avalie o contexto clínico completo, incluindo história, exame físico, eletrocardiograma e outros exames complementares, para determinar a etiologia da elevação da troponina. Infecções localizadas como infecção urinária ou vulvovaginite, sem repercussão sistêmica grave, não são causas diretas de elevação da troponina, tornando a alternativa B incorreta.
Insuficiência cardíaca aguda e crônica descompensada, miocardite, pericardite, taquiarritmias, cardiomiopatias, contusão cardíaca e procedimentos como cardioversão e ablação podem causar elevação da troponina.
Condições não cardíacas incluem embolia pulmonar, sepse grave, insuficiência renal crônica, acidente vascular encefálico, hemorragia subaracnoidea, rabdomiólise, queimaduras extensas, exercícios físicos extenuantes e uso de drogas cardiotóxicas.
A diferenciação envolve a avaliação do quadro clínico completo, eletrocardiograma, exames de imagem e a cinética da troponina (pico e queda). A elevação por IAM geralmente apresenta um padrão de aumento e queda com sintomas isquêmicos.
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