Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
A elevação do segmento ST, localizada em V1 e V2 não pode ser detectada no traçado eletrocardiogràfico de :
Elevação ST em V1-V2 → Brugada, Hipercalcemia, Hiperpotassemia; NÃO em Hipertrofia Ventricular Direita.
A elevação do segmento ST em V1 e V2 é um achado característico de condições como a Síndrome de Brugada e distúrbios eletrolíticos graves (hipercalcemia, hiperpotassemia). A hipertrofia ventricular direita, embora cause alterações no ECG, tipicamente não se manifesta com elevação do ST nessas derivações.
A interpretação do eletrocardiograma (ECG) é fundamental na prática médica, e a elevação do segmento ST é um sinal crítico que pode indicar isquemia miocárdica aguda ou outras condições graves. No entanto, a elevação do ST em V1 e V2 especificamente pode ser um achado em diversas situações não isquêmicas, que devem ser diferenciadas. Entre as causas de elevação do ST em V1-V2, destacam-se a Síndrome de Brugada, uma canalopatia que confere risco de arritmias ventriculares malignas, e distúrbios eletrolíticos como a hiperpotassemia e a hipercalcemia, que alteram a repolarização cardíaca. A repolarização precoce também pode apresentar elevação do ST, geralmente difusa e com entalhe na onda J. A hipertrofia ventricular direita (HVD), por outro lado, embora cause alterações significativas no ECG (como desvio do eixo para a direita, ondas R proeminentes em V1 e V2, e padrões de strain), não é caracterizada por elevação do segmento ST nessas derivações. É crucial para o residente saber diferenciar essas condições para um diagnóstico e manejo adequados.
A elevação do segmento ST em V1 e V2 é um achado clássico da Síndrome de Brugada, que é uma canalopatia genética associada a arritmias ventriculares e morte súbita.
A hiperpotassemia pode causar elevação do segmento ST, especialmente em derivações precordiais direitas (V1-V2), além de ondas T apiculadas, alargamento do QRS e perda da onda P em casos graves.
A hipertrofia ventricular direita tipicamente causa desvio do eixo para a direita, ondas R proeminentes em V1 e V2, e padrões de strain com depressão de ST e inversão de onda T, mas não elevação do segmento ST nessas derivações.
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