CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017
Entre os exames eletrofisiológicos, qual avalia, mais especificamente, a função das células ganglionares da retina?
PERG (Pattern ERG) = Avaliação eletrofisiológica específica das células ganglionares.
O Eletrorretinograma de padrão reverso (PERG) utiliza estímulos estruturados para isolar a resposta das células ganglionares, sendo útil no diagnóstico precoce de neuropatias ópticas.
A eletrofisiologia ocular é uma ferramenta diagnóstica objetiva que complementa os exames estruturais. Enquanto o ERG de campo total avalia a retina externa, o PERG foca na retina interna. No glaucoma, a morte das células ganglionares é o evento central; assim, o PERG surge como um biomarcador funcional promissor para detectar o sofrimento celular antes da morte neuronal definitiva.
O Eletrorretinograma (ERG) convencional ou de campo total utiliza flashes de luz para estimular toda a retina, gerando ondas (a e b) que refletem a atividade de fotorreceptores e células bipolares/Amácrinas. Já o PERG (Pattern ERG) utiliza um estímulo de padrão (como um tabuleiro de xadrez que inverte as cores). Esse tipo de estímulo requer uma integridade funcional das células ganglionares para gerar uma resposta elétrica mensurável, permitindo avaliar especificamente a camada mais interna da retina.
O PERG é utilizado principalmente para detectar disfunção precoce das células ganglionares em pacientes com suspeita de glaucoma ou neuropatias ópticas, muitas vezes antes de surgirem alterações no campo visual ou na tomografia de coerência óptica (OCT). Ele também ajuda a diferenciar se uma perda visual é de origem macular (onde o PERG também é afetado pela resolução espacial) ou puramente do nervo óptico.
A onda 'a' é a primeira deflexão negativa observada no eletrorretinograma de campo total após um estímulo luminoso. Ela representa a resposta elétrica inicial dos fotorreceptores (cones e bastonetes). Portanto, ela avalia a integridade da camada mais externa da retina, e não das células ganglionares, que são as células de saída da retina localizadas na camada mais interna.
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