Eletrorretinograma Multifocal (mfERG): Guia de Eletrofisiologia

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2020

Enunciado

A imagem abaixo representa a resposta normal de qual exame eletrofisiológico visual?

Alternativas

  1. A) Eletrorretinograma multifocal
  2. B) Eletrorretinograma de padrão reverso de campo total
  3. C) Eletrooculograma
  4. D) Potencial Visual Evocado

Pérola Clínica

mfERG = Mapeamento topográfico da função de fotorreceptores e células bipolares da retina central.

Resumo-Chave

O eletrorretinograma multifocal (mfERG) fornece um mapa funcional da retina central, permitindo detectar perdas localizadas que o ERG de campo total não identificaria.

Contexto Educacional

A eletrofisiologia ocular é um campo complexo, mas essencial para o diagnóstico de doenças retinianas hereditárias e adquiridas. O mfERG revolucionou a avaliação macular ao permitir a correlação entre a estrutura (vista no OCT) e a função local. Para o residente de oftalmologia, é crucial entender que o mfERG reflete a atividade da retina externa e média. Em casos de toxicidade por drogas, ele se torna um exame padrão-ouro junto com a autofluorescência e o OCT, pois permite a detecção precoce de danos funcionais antes que ocorra a perda visual irreversível.

Perguntas Frequentes

O que o eletrorretinograma multifocal (mfERG) avalia?

O mfERG avalia a resposta elétrica local de aproximadamente 60 a 100 áreas diferentes da retina central (geralmente os 30 graus centrais) simultaneamente. Ele foca principalmente na atividade dos fotorreceptores (cones) e das células bipolares. Diferente do ERG de campo total, que fornece uma resposta somada de toda a retina e pode ser normal mesmo com lesões maculares graves, o mfERG é capaz de identificar escotomas funcionais e áreas de disfunção localizada, sendo uma ferramenta diagnóstica sensível para patologias da mácula e do polo posterior.

Quais as principais indicações clínicas para o mfERG?

As principais indicações incluem o rastreamento e monitoramento da toxicidade retiniana por hidroxicloroquina e cloroquina, onde alterações no mfERG podem preceder mudanças visíveis no fundo de olho. Também é fundamental no diagnóstico e acompanhamento de distrofias maculares (como a Doença de Stargardt), degeneração macular relacionada à idade (DMRI) em estágios específicos, e na diferenciação entre perdas visuais de origem retiniana central versus neuropatias ópticas, quando o diagnóstico clínico é incerto.

Como interpretar o gráfico de hexágonos do mfERG?

O resultado do mfERG é frequentemente apresentado como um mapa de traçados locais (hexágonos) e um mapa tridimensional de densidade de resposta. Cada hexágono representa a densidade de corrente elétrica naquela área específica da retina. Reduções na amplitude das ondas ou aumentos na latência (tempo implícito) indicam disfunção celular. Em um exame normal, observa-se um pico central proeminente correspondente à fóvea, onde a densidade de cones é maior, com uma diminuição gradual da resposta em direção à periferia.

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